[Verso 1]
Tomei banho demorado, penteei até o cabelo
Perfume importado, duas gotas no pescoço
A camisa passada, sapato engraxado
Mas minha mão tremia pra chamar meu amor
[Pré-Refrão]
No espelho eu ensaiei: “Boa noite, tudo bem?”
Aí lembrei da farmácia, dei meia-volta também
Pedi bem baixinho, com cara de cidadão
Um comprimido pra coragem — e um pouco de oração
[Refrão]
Tadala! Tadala! (Ei!)
Vai dar certo? Tadala!
Tadala! Tadala! (Ui!)
Meu juízo diz: “calma!”
Tadala! Tadala!
Hoje eu vou sem vacilar!
Mas se a ansiedade aparecer,
Bota a sanfona pra tocar!
[Verso 2]
Cheguei no caixa sério, tentando disfarçar
A moça deu um sorriso que me fez desconfiar
E, alto e bem contente, sem nenhuma discrição:
“Não esquece o tadala!” — tremeu até o balcão
[Pré-Refrão]
O povo olhou pra mim, eu olhei pro chão
Que meu perfume importado virou um catingão
Saí da farmácia parecendo um perú
Com a sacolinha na mão me sentindo nú...
[Refrão]
Tadala! Tadala! (Ei!)
Vai dar certo? Tadala!
Tadala! Tadala! (Ui!)
Meu juízo diz: “calma!”
Tadala! Tadala!
Hoje eu vou sem vacilar!
Mas se a ansiedade aparecer,
Bota a sanfona pra tocar!
[Ponte]
Na porta do encontro, respirei devagar
Ela abriu a janela e começou a gargalhar
“Você veio tão cheiroso, que perfume bom!”
Aí relaxei um pouco e recuperei o tom
[Refrão Final]
Tadala! Tadala! (Ei!)
Olha o homem, Tadala!
Tadala! Tadala! (Ui!)
Já passou a aflição!
Tadala! Tadala!
Mas o segredo, meu irmão:
Menos medo, mais conversa,
E respeito e preparação!
[Outro]
Tadala! (Ei!)
Tadala! (Ui!)
Boa noite, meu amor!