Yeah!
Anota o nome...
Não é conto infantil...
É guerra!
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CURUPIRA
Quem disse que a floresta tá vazia?
Cada galho observa tua covardia!
Fugi do destino...
Neguei meu chamado...
Quando voltei só encontrei meu povo massacrado!
Meu peito queimou igual meu cabelo!
Tupã respondeu meu apelo!
Transformou minha dor em sentença!
Agora invasor conhece a consequência!
Pé pra trás...
Mas só avanço!
Caçador vira caça num único passo!
Olho âmbar...
Nem precisa de luar!
Na escuridão eu continuo a enxergar!
Minha garra rasga tronco!
Minha presa injeta veneno!
Quando acorda virou presa...
Do próprio ecossistema!
Meu assobio bagunça tua mente!
Corre em círculo...
Morre lentamente!
Nem tenta seguir meu rastro!
Nunca vai me alcançar!
Na mata quem escreve o destino...
Sou eu, Curupira!
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Você veio cortar...
Eu vim exterminar!
Quem compra a floresta...
Vai pagar!
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Lenda!
Não nasceu perfeita!
Foi moldada na dor!
Cada cicatriz no peito
Só aumentou o meu valor!
Se mexe com quem eu protejo...
Então prepara o caixão!
Porque herói brasileiro...
Também vira maldição!
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ROMANZINHO
Tudo começou...
Com uma mentira!
Vi minha família morrer...
Essa culpa respira!
Toda noite escuto a voz...
Da mulher que eu perdi!
A maldição me acompanha...
Pra lembrar do que eu vivi!
Mas o destino girou...
Quando encontrei uma criança!
Nos olhos dela ainda existia esperança!
Traficantes sorrindo...
Achando que era dinheiro!
Eu virei o pesadelo...
Do pesadelo verdadeiro!
A casa estremece!
As luzes começam piscar!
O corredor fica longo...
Ninguém consegue escapar!
Meu nome virou oração!
Meu rosto virou terror!
Quem vende criança...
Conhece meu pior horror!
Não existe esconderijo!
Nem muro!
Nem grade!
Porque até maldição...
Pode escolher fazer o bem de verdade!
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MULHER DE SETE METROS
"Monstro!"
Era o que gritavam.
Enquanto minhas mãos...
Só ajudavam.
Sete metros...
Mas coração gigante!
Nunca precisei provar nada pra ignorante!
Até chegar um general...
Com sede de destruição!
Achando que patente...
Vale mais que compaixão!
Mandou soldados!
Canhões!
Formação!
Achou que pisaria...
Na população!
Mas quando eu levantei...
O chão rachou!
Quando meu punho caiu...
O medo chegou!
Cada tanque virou sucata!
Cada espada caiu!
Quem veio conquistar...
Foi quem fugiu!
Meu tamanho nunca foi maldição!
Maldição...
Era quem atacava gente sem razão!
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Curupira!
Romanzinho!
Mulher de Sete Metros!
Não importa o século...
Nem quem vai enfrentar!
Enquanto existir injustiça...
Sempre vai ter alguém...
Pra se levantar!
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Essa é a terra das lendas!
Da mata!
Do fogo!
Da redenção!
Do gigante!
Da proteção!
Se vier buscar guerra...
Então pode tentar!
Porque o folclore brasileiro...
Nunca deixou de lutar!!