đ¶ Verso 1
Certa vez eu fui como uma esponja ao relento
Tudo que vinha ao redor, eu absorvia por dentro
A raiva de quem passava, a dor que nĂŁo era minha
Eu tomava como fardo, como se fosse minha sina
Diziam que ser boa era calar e suportar
Então eu engolia o choro pra ninguém me achar
Não sabia onde acabava o outro e começava eu
Vazia por dentro, cheia do que nĂŁo era meu
đ¶ Verso 2
Até que um dia transbordou, não coube mais em mim
O peso de ser para todos, e nĂŁo ser para Deus enfim
Ele me levou ao deserto, para longe do barulho e do medo
Mostrando que guardar tantas dores nĂŁo precisa ser meu segredo
E com voz suave, Ele me disse assim:
"Filha, o seu valor nĂŁo estĂĄ no que faz por Mim
EstĂĄ no simples fato de que vocĂȘ Ă© Minha
E o Meu amor por vocĂȘ nunca se termina"
đ¶ RefrĂŁo đż
NĂŁo sou mais esponja aberta ao que vier ao acaso
Hoje sou um vaso nas Tuas mĂŁos, Senhor, um vaso
Que guarda o que Ă© bom, que recebe com gratidĂŁo
E derrama sem se perder, sem perder a direção
Dou amor sem me esvaziar, acolho sem me afogar
Porque a minha fonte estĂĄ em Ti, em Ti eu vou descansar
O que transborde de mim seja graça e paz
NĂŁo mais cansaço, nĂŁo mais medo â sĂł o Teu amor, nada mais âš
đ¶ Verso 3
Por anos eu carreguei uma imagem que nĂŁo era minha
Pensei que precisava ser perfeita pra ser querida
Buscava em tudo que saciava por um instante
O vazio que só o Teu abraço preenche bastante
E me mostraste: nĂŁo existo para resolver a vida
Mas para viver a Tua, e nela ser acolhida
As minhas falhas sĂŁo lugares onde a luz vai brilhar
NĂŁo estou quebrada â estou sendo feita, devagar
đ¶ Verso 4
Eu tinha uma balança na mão, pesando cada dor
Quem me feria, merecia sentir o mesmo amargor
Até que perguntaste com ternura ao meu coração:
"E se com vocĂȘ eu tivesse usado essa mesma razĂŁo?"
Tu nĂŁo vĂȘs o erro como o fim de uma histĂłria
Mas como um caminho de volta para a Minha glĂłria
A Tua justiça é restaurar, não fazer pagar
Entreguei minha balança e aprendi a confiar đ
đ¶ Ponte âł
Esperar dĂłi quando o silĂȘncio parece nĂŁo ter fim
Sara esperou, José foi esquecido, Davi fugiu de perto de mim
Mas Tu nĂŁo estĂĄs atrasado, Senhor, Tu nunca te atrasas
A Tua palavra nĂŁo falha, mesmo quando tudo passa
Quando a força acaba e eu jå não consigo sustentar
Eu digo baixinho: "Segura Tu por mim, eu vou descansar"
NĂŁo foi em vĂŁo cada lĂĄgrima, cada noite de solidĂŁo
Tu estavas me formando no silĂȘncio do meu coração đïž
đ¶ RefrĂŁo Final
NĂŁo sou mais esponja aberta ao que vier ao acaso
Hoje sou um vaso nas Tuas mĂŁos, Senhor, um vaso
Que guarda o que Ă© bom, que recebe com gratidĂŁo
E derrama sem se perder, sem perder a direção
Dou amor sem me esvaziar, acolho sem me afogar
Porque a minha fonte estĂĄ em Ti, em Ti eu vou descansar
O que transborde de mim seja graça e paz
NĂŁo mais cansaço, nĂŁo mais medo â sou Tua, e isso basta âš