Saia bem cedo de Goiânia, a fumaça subindo no ar
O Sol apontando no horizonte, o dia acabou de acordar
Passando em Santa Marta, a máquina ganha o estradão
Deixando a poeira da cidade pra entrar no meu velho sertão.
(Verso 2)
Senador Canedo ficou para trás, na curva que a linha faz
Bonfinópolis acena de longe, trazendo uma sensação de paz
Em Leopoldo de Bulhões a parada, o povo na plataforma a olhar
O chefe do trem dá o apito, é hora de continuar!
(Refrão)
O vento no rosto batendo, a alma querendo voar
Ouvindo o tik-tak do trem, sem pressa de ver terminar
Hoje me traz tanta saúde dessas viagens que a vida levou
A lembrança guardada no peito do tempo que o tempo parou...
É, o tempo parou.
(Verso 3)
O trilho desenha o caminho, passamos as terras de além
Silvânia ficou na memória, na marcha macia do trem
Murchou a fuligem na tarde, Vianópolis veio saudar
Anunciando o destino que os olhos já vão avistar.
(Verso 4)
Chegando na minha linda Caraíba de Goiás, com lindas paisagens ao redor
Verde que acalma o peito, lugar que não há outro melhor
A velha Estação de Caraíba recebe esse filho da terra
Que chora revivendo a história que a curva do trilho encerra.
(Refrão)
O vento no rosto batendo, a alma querendo voar
Ouvindo o tik-tak do trem, sem pressa de ver terminar
Hoje me traz tanta saúde dessas viagens que a vida levou
A lembrança guardada no peito do tempo que o tempo parou...
É, o tempo parou.
(Outro - Final)