[Verso]
Eu vi os olhos cegos ganharem luz
Vi quem estava morto renascer em vida
Vi a dor sumir, a prisão se abrir
E o Teu amor chegar a cada ferida
Estava lá, testemunha de tudo
Da Tua bondade que não tem medida
Mas no meu orgulho e na minha cegueira
Não deixei essa verdade tocar a minha vida
[Verso 2]
Quando a aflição chegou mais forte
E o medo tomou conta do meu coração
Neguei Teu nome, virei o rosto
Disse ao mundo que não Te conhecia, não!
Traí quem me amou desde o primeiro dia...
Quem sabia o que eu faria e ainda assim me aceitou
Caí tão fundo, cheguei ao fundo do poço
Parecia que para mim o caminho terminou
[Verso 3]
Só restavam duas estradas:
Me entregar à morte e ao meu próprio erro
Ou levantar os olhos e olhar para o alto
Reconhecer que nada sei, que sou tão pequeno
Que só Tu conheces o mais profundo da alma
Que sabes cada passo e cada pensamento meu
E decidi voltar, voltar ao início
Buscar o primeiro amor, nos braços do Pai, o meu Deus
[Pré refrão]
Pensei: “Ele não vai me receber
Eu o neguei, bradei que não era Seu amigo”
Mas ouvi a Tua voz, suave e forte
Que me chamou, sem desprezo, sem castigo:
“Tu me amas? Então cuida das minhas ovelhas
Como eu sempre cuidei de ti, com todo o amor
Nunca te abandonei, nem te esqueci
Minha graça é maior que qualquer dor”
[Refrão ]
[Final]
Não importa o quão fundo eu tenha caído
Tua mão me alcança, me levanta e me refaz
Coração contrito Tu não desprezas
Em Ti está a minha vida, a minha verdade e a minha paz