DEPOIS DAS DUAS
[Introdução 1 — voz baixa, sentida]
Eu devia ter colocado seu número no silencioso…
[Introdução 2 — batida entrando]
Duas e quinze, seu nome na tela,
A noite acabou e cê lembrou dela.
O bar já fechou, bateu solidão,
E eu virei saudade na sua mão.
[Pré-refrão — crescendo]
Cê fala baixinho que tá com saudade,
Que eu sou diferente, que agora é verdade.
Eu quase acredito, meu peito não ajuda…
Mas já conheço o final dessa desculpa.
[Refrão — explosivo]
Depois das duas, cê me ama,
Depois das duas, cê me chama.
Me chama de amor, de vida, de paixão,
Mas de dia eu nem tenho sua atenção.
Depois das duas, eu sou tudo,
De manhã, sou segredo no seu mundo.
Cê quer meu beijo quando a noite termina,
Mas nunca me escolhe quando o sol ilumina.
[Pós-refrão — curto, marcante]
De dia, nada…
De noite, apaixonado!
[Introdução 2 — batida retorna, sem pausa longa]
Duas e quinze…
Dessa vez, deixei tocar.
[Pré-refrão — crescendo rápido]
Cê fala baixinho que tá com saudade,
Mas eu já conheço essa sua verdade.
[Refrão final — explosão]
Depois das duas, cê me ama,
Depois das duas, cê me chama.
Me chama de amor, de vida, de paixão,
Mas de dia eu nem tenho sua atenção.
[Final — falado, seco]
O problema nunca foi a hora…
Foi você só me amar quando fica sozinho.