[Verso 1]
Sabias do meu coração, conhecias quem eu era,
Mas a dor cortou tão fundo que nublou a minha terra.
Com a régua da minha dor tentei medir Teu infinito,
Julguei Teus caminhos eternos pelo som do meu próprio grito.
Na poeira do meu sofrimento, vi o mundo pequenino,
E esqueci que a minha vida é um sopro no Teu destino.
[Refrao]
Não foi pra questionar o que eu sentia,
Mas pra me mostrar de onde o céu se amplia.
Eu olhava pra dor, Ele olhava o infinito,
Ajustou meu olhar, calou o meu grito.
Descobri no trovão o que a razão não explica:
Quando o homem se cala, a grandeza Fica.
[Verso 2]
Não vi respostas pros meus "porquês", nem contas para o meu sofrer,
Mas vi o vento perguntar o que o meu ser não pode ver.
Me questionaste sobre as estrelas, as chuvas, o mar e o animal,
Se eu não compreendo a terra que piso, como entender o plano celestial?
Teu silêncio sobre a minha dor Virou canto de criação,
E as Tuas perguntas mostraram o tamanho da minha limitação.
[Refrao]
Não foi pra questionar o que eu sentia,
Mas pra me mostrar de onde o céu se amplia.
Eu olhava pra dor, Ele olhava o infinito,
Ajustou meu olhar, calou o meu grito.
Descobri no trovão o que a razão não explica:
Quando o homem se cala, a grandeza Fica.
[Verso 3]
Ergui a voz pra o tribunal, pedi uma audiência com o Céu,
Queria olhar no Teu rosto e rasgar o meu próprio véu.
Perguntei "por quê?" sem hipocrisia, sem máscara ou disfarce,
Lancei minha dúvida pura, sem medo do que me custasse.
E Tu respondeste ao meu clamor, não pra me condenar,
Mas porque a dor mais sincera é a que sabe pra onde clamar.
[Refrao]
Não foi pra questionar o que eu sentia,
Mas pra me mostrar de onde o céu se amplia.
Eu olhava pra dor, Ele olhava o infinito,
Ajustou meu olhar, calou o meu grito.
Descobri no trovão o que a razão não explica:
Quando o homem se cala, a grandeza Fica.
[Verso 4]
De um coração íntegro que a dor cegou,
Ao clamor sincero que o Céu escutou:
Busquei razões, encontrei Teu poder,
Vi que o meu "porquê" se desfaz no Teu ser.
Já não exijo tribunal nem razão,
Pois quem mede o cosmos segura minha mão.
[Refrao]
Não foi pra questionar o que eu sentia,
Mas pra me mostrar de onde o céu se amplia.
Eu olhava pra dor, Ele olhava o infinito,
Ajustou meu olhar, calou o meu grito.
Descobri no trovão o que a razão não explica:
Quando o homem se cala, a grandeza Fica.