[Intro]
[Verse]
Minha voz percorre o mapa deste chão imenso
Onde o sol se deita sobre o mar de canaviais
Cada sílaba é um sopro de um vento denso
Que desenha o contorno de todos os meus rituais
[Verse]
Não é apenas o som que sai da minha garganta
É a herança viva de um povo que sabe sonhar
Uma fonética doce que encanta e levanta
A poeira das estradas que cansei de caminhar
[Chorus]
Cantar em português brasileiro é traduzir a alma
Com o balanço da ginga e a força da oração
É encontrar no caos a mais profunda calma
E transformar o mundo inteiro em uma canção
[Verse]
As vogais se abrem feito janelas no sertão
Procurando o brilho que as estrelas prometem dar
Cada palavra carrega o peso de uma nação
E a leveza da espuma que desmancha no ar
[Verse]
Misturo as origens no cadinho da memória
Onde a gramática se perde na pureza do sentir
Escrevo com a língua a minha própria história
Nesse idioma que ensina a gente a nunca desistir
[Pre-Chorus]
É o sotaque que dança no compasso do peito
Uma vibração que nenhum silêncio consegue conter
O jeito de falar que é o nosso único jeito
De fazer o universo finalmente compreender
[Chorus]
Cantar em português brasileiro é traduzir a alma
Com o balanço da ginga e a força da oração
É encontrar no caos a mais profunda calma
E transformar o mundo inteiro em uma canção
[Outro]