(Intro)
(Efeitos de chuva e piano lento ao fundo)
É... mais um dois de novembro sem você aqui.
O peito aperta, a saudade transborda...
É foda.
(Verso 1)
Céu cinzento lá fora, a chuva cai devagar
Cada gota no vidro parece me lembrar
Do teu sorriso antigo, da tua voz ao falar
Que o tempo corre contra e nada vai voltar.
Velas acesas, o mármore frio
Tento preencher esse imenso vazio
Trouxe um maço de flores, me sentei no chão
Rezo baixinho, te entrego essa oração.
Sei que onde estiver, 'cê tá me escutando
A vida seguiu, mas eu sigo lembrando.
(Refrão)
Essa saudade não passa, só aprende a doer
Dia dos Finados e eu pensando em você.
O peito chora em silêncio, a alma quer paz
Quem a gente ama de verdade não morre jamais.
Essa saudade não passa, só aprende a doer
Olho pro céu e pergunto por quê.
(Verso 2)
Guardo tuas fotos, tuas falas, teu cheiro
Lembro dos conselhos que me deu primeiro.
A vida aqui embaixo às vezes fica pesada
Sua ausência é uma sombra na minha caminhada.
Fecho os olhos e consigo até te ver
Dizendo pra eu ser forte e não me render.
Não é despedida, é só um "até logo"
Guardo tua memória como um fogo que eu rego.
Hoje o choro é de corte, mas também de gratidão
Por ter tido você no meu coração.
(Refrão)
Essa saudade não passa, só aprende a doer
Dia dos Finados e eu pensando em você.
O peito chora em silêncio, a alma quer paz
Quem a gente ama de verdade não morre jamais.
Essa saudade não passa, só aprende a doer
Olho pro céu e pergunto por quê.
(Outro)
(Grave bem gordo caindo, notas de violão somem no eco)
Descansa em paz.
Enquanto eu respirar, tua história vive em mim.
Até um dia...
(Som de vento e chuva diminuindo)