Distante de tudo eu quero estar
calado em silêncio pra não errar
completamente mudo e surdo
longe dos olhos da crucificação
guiando sem direção
vendo o por do sol em
contemplação
rotação no máximo
vento no rosto
brisa no peito
agora sei o meu direito
cada curva eu vejo você
cada reta eu quero você
o barulho do motor bate com o meu coração óleo na veia é o sangue do
radiador
Luz alta pra chamar atenção
nos ombros jaqueta de couro
nas costas um violão
a primeira é pra baixo
todo resto pra cima
não importa o clima
pode ter sol, chuva
ser de noite ou de dia
sempre foi e será
magia
O gosto do asfalto quente
desce na garganta da gente
trazendo uma sabor de sonho
ao mesmo tempo triste e risonho
não tenho pressa pra chegar
tenho pressa pra sair
vento no rosto
brisa no peito agora sei o meu
direito
Luz alta pra chamar atenção nos
ombros jaqueta de couro nas
costas um violão
não tenho pressa pra chegar
tenho pressa pra sair
A fumaça que fica pra trás
já não me lembro mais
ficando cada vez mais distante
sem querer voltar
a estrada é só de ida