[Intro]
[Verse]
O sol aponta no horizonte da caatinga
E o martelo já começa a batucar
Não tem esquema nem madeira que se vinga
Quando o mestre chega pronto pra montar
Ele entende o desenho da ferragem
Conhece a alma que habita na cavilha
Transforma a tábua em obra de linhagem
Fazendo a festa de toda essa família
[Chorus]
É o estouro o montador do meu Nordeste
Bota o esquadro e a parafusadeira
Na mão dele o armário vira mestre
É o melhor que tem na terra inteira
Vem no balanço da marreta e do prumo
Ninguém segura esse suingue do sertão
Dando ao móvel o destino e o rumo
O rei da peça no meio do paredão
[Verse]
Pode trazer a cômoda lá da capital
Ou a estante que veio do estrangeiro
Ele resolve e faz o diferencial
Trabalha firme o expediente inteiro
Se o manual parece um labirinto
Ele decifra com o olhar de quem sabe
O acabamento fica firme e bem distinto
Em cada canto essa maestria cabe
[Pre-Chorus]
A furadeira acompanha o batido
O suor pinga mas a arte prevalece
Um móvel torto por ele é corrigido
O povo grita e a vizinhança agradece
[Chorus]
É o estouro o montador do meu Nordeste
Bota o esquadro e a parafusadeira
Na mão dele o armário vira mestre
É o melhor que tem na terra inteira
Vem no balanço da marreta e do prumo
Ninguém segura esse suingue do sertão
Dando ao móvel o destino e o rumo
O rei da peça no meio do paredão
[Chorus]
É o estouro o montador do meu Nordeste
Bota o esquadro e a parafusadeira
Na mão dele o armário vira mestre
É o melhor que tem na terra inteira
Vem no balanço da marreta e do prumo
Ninguém segura esse suingue do sertão
Dando ao móvel o destino e o rumo
O rei da peça no meio do paredão
[Outro]