Dois irmãos, um céu, uma terra dividida em dois:
Um dizia: "Obedece!" Outro: "Aprende e cresce!"
Um representava o poder que tudo controla,
o outro, a sabedoria que a alma consola.
Não eram inimigos, mas viam o mundo diferente —
um via perigo onde o outro via semente.
E assim, desde os tempos em que os deuses desceram,
esta dualidade em nós sempre permaneceu:
o anseio por ordem e o desejo de ser livre,
o medo do desconhecido e o sonho de viver.
Nas tábuas de barro, o eco ainda persiste e clama:
O poder sem amor é apenas fogo que consome,
mas a sabedoria com amor — essa é a chama que não se apaga.