[Introdução — gargalhada masculina extremamente grave, cavernosa, rouca e sinistra, voz envelhecida e debochada]
Ahahahahahahahaha!
Ô, seus peste!
Agora vocês vão me escutar, seus capeta!
[Pagode animado, percussão afro-brasileira e baixo marcante. Voz masculina muito grave, áspera, rouca, rasgada e imponente, com interpretação malandra e sarcástica.]
Quer dinheiro, quer riqueza,
Quer amor e proteção!
Mas só faz confusão na vida
E depois pede solução!
Quer emprego, mas não procura!
Quer dinheiro, gasta tudo!
Quer um homem comportado,
Mas só escolhe vagabundo!
[Gargalhada profunda, rouca e arrastada]
Ahahahahahaha!
[Refrão cantado com voz masculina grave e rouca, ritmo contagiante e coro masculino respondendo]
Aí depois vem falar
Que o CAPETA sou eu!
Tu faz a confusão toda
E quem leva a culpa sou eu?!
Ô, seus filho da peste,
Vocês vão me enlouquecer!
Faz besteira a semana inteira
E depois vem me agradecer!
[Gargalhada cavernosa. A batida para brevemente e retorna.]
Ahahahahahaha!
[Voz muito grave, falada e debochada, com pausas dramáticas]
Tu pede pra abrir caminho,
Mas não sai nem do lugar!
Pede pra vida melhorar,
Mas não para de se atrapalhar!
Ô, criatura sem juízo,
Tu quer que eu faça o quê?
Tu tropeça nas próprias pernas
E depois vem me dizer:
[Voz imponente, imitando alguém pedindo ajuda]
Seu Capa Preta, me ajuda!
Minha vida tá um horror!
[Voz gutural, rouca, explosiva e sarcástica]
Ô, MEU FILHO, ABRE O OLHO!
TU MESMO É O AUTOR!
[Gargalhada muito grave e sinistra, crescendo junto com a percussão]
Ahahahahahahahaha!
[Refrão final — voz masculina cavernosa e rasgada, coro masculino forte, pagode animado e explosivo]
Aí depois vem falar
Que o CAPETA sou eu!
Tu faz a confusão toda
E quem leva a culpa sou eu?!
EU SOU CAPA PRETA, MEU FILHO!
Não sou babá de marmanjo!
Eu mostro a porta aberta,
MAS QUEM ANDA É TU, SEU CABRA SEM TAMANHO!
[Final — a música para de repente. Voz masculina extremamente grave, rouca, lenta e misteriosa, seguida de gargalhada demoníaca debochada.]
Ahahahahahaha!
Depois eu que sou o capeta, né?
Vão se lascar, seus peste!
Laroyê! Mojubá!
[Última gargalhada cavernosa, grave, áspera e prolongada. Encerramento seco.]