EU
[INTRO — teatral obs:divertido e confiante ]
Apaguem as luzes…
Eu gosto mais quando a sala fica escura.
Porque no escuro
até quem duvida consegue me enxergar.
[VERSO 1]
Entro de preto, mas chego brilhando,
Cara fechada, sorriso provocando.
Elegância no passo, veneno na fala,
Eu não bato na porta — minha presença arromba a sala.
Falam meu nome como quem faz oração,
Eu faço do caos minha decoração.
Querem me ver pequeno? Que falta de visão,
Eu cresci justamente onde disseram “não”.
Não sigo tendência, tendência me segue,
Minha sombra desfila enquanto o resto se perde.
Eu tenho mil fases, nenhuma é banal,
Meu lado mais doce também sabe ser fatal.
Não confunda silêncio com falta de coragem,
Eu só economizo palavras pra aumentar a vantagem.
Você quer meu lugar? Então vem conquistar,
Mas cuidado com o trono que você vai tentar sentar.
[PRÉ-REFRÃO]
Eu vim de longe,
Eu vim diferente,
Meu maior luxo
É ser inesquecível na mente.
Se a noite me chama,
Eu visto o luar,
Se querem meu fim,
Eu começo a reinar.
[REFRÃO]
É EU, eu, eu — olha quem chegou,
O centro do palco, o resto apagou.
Não vim pra caber, eu vim pra dominar,
Se existe um espelho, ele para pra me olhar.
É EU, eu, eu — pode anunciar,
Meu nome na boca faz o ego inflar.
Quer me superar? Vai ter que nascer de novo,
Porque eu não sou concorrência — eu sou o próprio jogo.
[VERSO 2]
Eu sou o luxo do caos, o requinte do perigo,
Meu maior desaforo é não precisar de inimigo.
Enquanto você calcula como me derrubar,
Eu já tô calculando onde vou chegar.
Tenho veneno no verso, perfume no ar,
Um sorriso de canto que faz desconfiar.
Não sou previsível, esse é meu diferencial,
Minha personalidade não cabe no seu manual.
Você quer guerra? Eu apareço de gala,
Faço tempestade sem levantar da sala.
Meu deboche tem classe, minha raiva tem tom,
Eu transformo provocação em refrão.
Não preciso gritar pra ser ouvido no ambiente,
Minha presença fala antes de mim, naturalmente.
Você procura defeito pra tentar me diminuir,
Eu transformo cada um deles em motivo pra evoluir.
[PÓS-REFRÃO]
Preto no corpo, ouro na intenção,
Meu ego não cabe dentro dessa dimensão.
Se o mundo é um palco, então presta atenção:
Eu não roubo a cena — eu sou a atração.
[PONTE — sussurrada, elegante]
E se perguntarem
quem deixou essas marcas…
Eu.
Quem virou o jogo?
Eu.
Quem transformou o caos em arte?
Eu.
E quem ainda vai falar de mim amanhã?
Eu.
[ÚLTIMO REFRÃO — explosivo]
É EU, eu, eu — olha quem chegou,
O centro do palco, o resto apagou.
Não vim pra caber, eu vim pra dominar,
Se existe um espelho, ele para pra me olhar.
É EU, eu, eu — pode anunciar,
Meu nome na boca faz o ego inflar.
Quer me superar? Vai ter que nascer de novo,
Porque eu não sou concorrência — eu sou o próprio jogo.
[OUTRO — teatral]
Abaixem as cortinas.
Não por mim.
Por vocês.
Porque depois que EU entro em cena…
ninguém lembra quem estava no palco antes.