Na quebrada nasceu um menino com um sonho no olhar,
bola no pé, talento raro, queria um dia jogar.
Mas quando falta oportunidade, o sonho pode se perder...
Essa é a história de um moleque que só queria vencer.
Desde pequeno era diferente dos demais,
com uma bola velha fazia jogadas fenomenais.
Na rua da favela, todo mundo comentava:
“Esse menino tem futuro, esse garoto jogava!”
A mãe olhava e sorria, mas sabia da situação,
faltava dinheiro em casa, sobrava preocupação.
Uma escolinha de futebol custava mais do que podia,
e o sonho daquele filho cada dia diminuía.
Ele queria uma chuteira, queria poder treinar,
queria entrar num campo e mostrar pra onde ia chegar.
Mas a vida foi apertando, a esperança foi sumindo,
e a rua ofereceu dinheiro quando ele estava desistindo.
Ele nasceu pra ser craque, mas a vida desviou,
tinha talento no peito, mas o crime o chamou.
A bola ficou parada, o sonho ficou pra trás,
e a mãe perdeu o filho numa guerra que não traz paz.
Ele podia estar no campo fazendo a multidão cantar,
mas terminou sua história sem conseguir realizar.
Quantos outros têm talento e ninguém consegue enxergar?
Antes que a rua leve outro, alguém precisa ajudar.
Entrou no tráfico achando que era solução,
dinheiro fácil na mão, respeito na visão.
Mas ninguém contou pra ele o preço daquela estrada,
que por trás do dinheiro existe uma mãe desesperada.
Um certo dia a favela acordou diferente,
sirene na rua, correria de repente.
A polícia entrou, o medo tomou conta do lugar,
e aquele jovem que sonhava só queria escapar.
No meio da confusão, sua vida terminou,
um garoto cheio de sonhos que a violência levou.
Sua mãe na porta de casa sem saber o que fazer,
lembrando daquele menino que só queria vencer.
Ele nasceu pra ser craque, mas a vida desviou,
tinha talento no peito, mas o crime o chamou.
A bola ficou parada, o sonho ficou pra trás,
e a mãe perdeu o filho numa guerra que não traz paz.
Ele podia estar no campo fazendo a multidão cantar,
mas terminou sua história sem conseguir realizar.
Quantos outros têm talento e ninguém consegue enxergar?
Antes que a rua leve outro, alguém precisa ajudar.
Não era falta de talento,
era falta de oportunidade.
Tinha sonho de jogador,
mas encontrou dificuldade.
Que apareçam mais escolinhas,
mais projetos, mais atenção.
Porque talento sem oportunidade
pode virar frustração.
Hoje a bola continua naquela rua da favela,
mas ninguém esquece o garoto que sonhava com ela.
Que essa história sirva de alerta pra quem ainda está de pé:
o crime promete caminho curto, mas cobra caro o que oferece.
Um talento pode nascer em qualquer lugar,
na favela, no morro, em qualquer chão.
Só precisa de alguém que acredite,
antes que a rua roube outro sonho da mão.