Eu tava na minha, sem querer me envolver,
até você chegar sem nem perceber.
Foi só um segundo, foi só um olhar,
mas quando eu vi, já queria ficar.
Você chegou ligeiro, sem pedir licença,
bagunçou minha cabeça, mexeu com a presença.
Eu tentei disfarçar, mas não deu pra esconder:
seus olhos verdes vieram pra me atropelar!
Refrão
Atropelou meus olhos negros,
bateu de frente, me fez parar!
Olho verde contra olho negro,
foi só olhar… e eu quis ficar!
Atropelou, atropelou,
nem freou, nem avisou!
E lá na roça, depois disso,
até flor nasceu onde nunca brotou!
Ô, olho verde danado,
olha o que você fez!
Chegou numa velocidade
que eu não vi dessa vez!
Na terra que era seca,
de repente veio flor,
foi um tal de olho verde
fazendo a roça mudar de cor.
Refrão
Atropelou meus olhos negros,
bateu de frente, me fez parar!
Olho verde contra olho negro,
foi só olhar… e eu quis ficar!
Atropelou, atropelou,
nem freou, nem avisou!
Passou por cima do meu juízo,
depois sumiu e me deixou no prejuízo!
E agora eu fico pensando:
será que ele vai voltar?
Porque se aquele olho verde
cruzar de novo o meu olhar…
Eu já tô avisando:
não vou nem tentar frear!
Pode acelerar, meu bem,
que eu deixo atropelar!