Aqui está o final (outro) perfeito para amarrar e encerrar a música, mantendo a força poética das imagens construídas. Veja o resultado completo da composição estruturada:
(Estrofe 1)
As avenidas sangram rios de farol aceso
No vai e vem de corpos presos na engrenagem
O céu cinzento desce como um manto espesso
Cobrando o preço de quem vive de passagem
A passos largos a calçada se redesenha
Na pressa diária que consome nossa lenha.
(Refrão)
É a selva de pedra que acende o neon
Onde o caos e a poesia mudam de tom
Prédios gigantes que engolem a solidão
No ritmo urgente de cada estação
A cidade pulsa, consome e seduz
Feita de sombra, de aço e de luz.
(Estrofe 2)
Janelas foscas guardam sonhos em segredo
Atrás dos muros onde o tempo nunca para
A noite chega e a estrutura perde o medo
Mostrando a pressa sob a luz da lua rara
E o vento frio que assobia no viaduto
Traduz em notas esse caos absoluto.
(Final / Outro)
Aço e luz...
Sombra e cimento.
O tempo corre e não pede licença.
Mais uma noite que se cala aos poucos,
Enquanto a cidade respira...
Em silêncio.