Ele vinha do morro, ela vinha do asfalto,
Dois caminhos diferentes, mas o sentimento era alto.
Ele vendia seu lanche debaixo do sol,
Ela olhava da janela, vivendo outro rolê, outro farol.
Cantagalo de um lado, Ipanema do outro,
Mas quando eles se encontravam, esqueciam desse confronto.
Ela viu no olhar dele um coração verdadeiro,
Ele viu nela alguém que enxergava o ser humano primeiro.
Não era dinheiro, não era mansão,
Era carinho, respeito e conexão.
Enquanto a cidade julgava sem conhecer,
Os dois só queriam uma chance pra viver.
Mas o mundo separa quem nasceu diferente,
Cria muro na cabeça e divide a gente.
Só que amor não pergunta quanto você tem,
Nem olha seu endereço pra saber quem você é.
Entre o morro e o asfalto, nasceu uma paixão,
Dois mundos tão distantes, um só coração.
Ela tinha o conforto, ele tinha a batalha,
Mas quando estavam juntos, nenhuma barreira atrapalha.
Entre o morro e o asfalto, contra o preconceito,
Eles só queriam viver um amor perfeito.
Se a cidade dizia: “vocês não podem ficar”,
O coração respondia: “ninguém vai nos separar”.
Ele conhecia a dor de acordar cedo e lutar,
Ela conhecia um mundo que podia lhe proporcionar.
Mas dinheiro nenhum compra aquilo que ele tinha:
Um coração gigante e uma esperança que não termina.
Família preocupada, vizinho comentando,
Gente apontando, julgando e condenando.
“Ele é do morro”, “ela é de outro lugar”,
Como se CEP tivesse o direito de amar.
E no meio da praia, olhando o mar,
Eles fizeram promessa sem precisar falar.
Porque às vezes dois mundos podem se encontrar,
Quando existe coragem pra não deixar o medo mandar.
Quantos amores morreram por causa da opinião?
Quantos sonhos foram presos dentro de uma divisão?
Morro não é sentença, asfalto não é perfeição,
Todo ser humano merece respeito e consideração.
Entre o morro e o asfalto, nasceu uma paixão,
Dois mundos tão distantes, um só coração.
Ela tinha o conforto, ele tinha a batalha,
Mas quando estavam juntos, nenhuma barreira atrapalha.
Entre o morro e o asfalto, contra o preconceito,
Eles só queriam viver um amor perfeito.
Se a cidade dizia: “vocês não podem ficar”,
O coração respondia: “ninguém vai nos separar”.
Talvez o maior muro não seja de concreto,
É aquele que o preconceito constrói dentro do peito.
Morro e asfalto podem até ser separados,
Mas perante Deus, somos todos iguais.
Som da Periferia…
Porque o amor não tem CEP.
Nem classe social.
Nem fronteira.