(Verso I)
Ninguém pergunta como eu cheguei aqui, Só enxergam a fumaça, nunca o que eu vivi. Veem meu sorriso atravessando a escuridão, Mas não conhecem as feridas escondidas na mão.
Já chorei em noites que não tiveram fim, Já vi partir quem prometeu ficar por mim. Aprendi que o mundo sabe muito bem mentir, E que algumas dores nunca vão partir.
(Refrão)
Então eu danço... Porque se eu parar, vou lembrar. Então eu rio... Porque ninguém precisa me ver chorar.
Carrego o peso de tantas despedidas, Memórias que o tempo não conseguiu levar. Mas transformei minhas cicatrizes em asas, E aprendi sozinha a continuar.
(Verso II)
Eu conheço o gosto amargo da traição, O vazio que se esconde dentro do coração. Já acreditei em promessas feitas ao luar, E vi cada uma delas desmoronar.
Mas a noite foi gentil quando o mundo não foi, Ela ouviu meus segredos quando ninguém escutou. Foi entre sombras que encontrei minha voz, E descobri quem realmente sou.
(Ponte)
Se hoje pareço forte, É porque sobrevivi. Cada lágrima perdida Foi o que construiu meu caminho.
Não existe escuridão capaz de me assustar, Eu já caminhei por lugares muito piores. Não existe tempestade capaz de me derrubar, Eu nasci dentro delas.
(Refrão Final)
Então eu danço... Entre rosas e silêncios. Então eu rio... Mesmo carregando o vento frio.
Porque quem já enfrentou a própria dor, Não teme mais o que está por vir. E mesmo quando a noite parecer eterna, Eu ainda vou seguir... Eu ainda vou seguir... Eu ainda vou seguir.