[Intro]
[Verse]
O vento sopra forte no morro do Cantagalo
A lata de leite vazia vira carretel no estalo
Cortei o bambu fino pra fazer a armação
Papel de seda colorido desenha minha ambição
Desenrolo a linha que brilha com o sol da manhã
A liberdade é um pedaço de taquara e fã
Vou subindo o degrau com o chinelo de dedo
Lá no alto da laje eu não conheço o medo
[Chorus]
Vou soltar pipa no azul que não tem fim
O mundo fica pequeno olhando aqui de dentro de mim
A linha estica e o coração quer voar alto
Longe da poeira e do cinza desse asfalto
Balança o rabo de pano no sopro do destino
A sorte é um brinquedo nas mãos de um menino
[Verse]
O cerol é segredo guardado no fundo do pote
Manobra no ar pra não sofrer o corte
Tem arraia estrela e tem peixinho de papel
Guerreiros de bambu dominando todo o céu
O vizinho grita que a dele já subiu primeiro
Mas a minha tem prumo e vence o nevoeiro
O horizonte é o limite que a mão pode alcançar
Enquanto o carretel gira sem parar de rodar
[Pre-Chorus]
O dedo corta mas a alma se cura no vento
Cada mergulho no ar apaga o sofrimento
A pipa corta a nuvem e a gente esquece a dor
Pintando o infinito com a nossa própria cor
[Chorus]
Vou soltar pipa no azul que não tem fim
O mundo fica pequeno olhando aqui de dentro de mim
A linha estica e o coração quer voar alto
Longe da poeira e do cinza desse asfalto
Balança o rabo de pano no sopro do destino
A sorte é um brinquedo nas mãos de um menino
[Chorus]
Vou soltar pipa no azul que não tem fim
O mundo fica pequeno olhando aqui de dentro de mim
A linha estica e o coração quer voar alto
Longe da poeira e do cinza desse asfalto
Balança o rabo de pano no sopro do destino
A sorte é um brinquedo nas mãos de um menino
[Outro]