[Intro]
[Verse]
O vento sopra forte na subida da ladeira
A linha corta o azul rasgando a tarde inteira
No Morro do Havaí o mundo é bem pequeno
Olhando lá de cima o asfalto no veneno
O cerol brilha fino no estirão da mão
Erguendo pro espaço a nossa diversão
[Verse]
Radamés ajusta o estirante com cuidado
Tarcísio grita alto com o rabiola do lado
Vitor corre solto pelo chão de terra batida
Natan sente o puxão que dá sentido à vida
Sargento observa do alto da guarita
A infância resiste onde a paz se exercita
[Chorus]
Vem girando o carretel no alto da favela
Colorindo o destino na ponta da flanela
Lá no alto do Havaí o sonho ganha altura
Entre a fibra e o bambu a alma se cura
É o céu dos cariocas no baile do vento
Eternizando agora cada livre momento
[Bridge]
Não tem muro que segure essa vontade de voar
A pipa corta a nuvem querendo se encontrar
É laço e é abraço na corrente do ar
A molecada sabe como o tempo faz parar
Onde a cidade dorme a gente acorda o sol
Num balanço constante feito um girassol
[Verse]
O rabiola balança dançando no infinito
Cada manobra feita deixa o dia mais bonito
A mão calejada não sente o desespero
O horizonte é o campo o desejo é o tempero
Um pedaço de seda um palito e uma linha
A liberdade enfim que nunca foi sozinha
[Verse]
O sol vai caindo e a sombra se estica
A lembrança do jogo na memória se fica
Radamés e os outros guardando o tesouro
No topo do morro onde o silêncio é de ouro
Amanhã tem de novo se o tempo ajudar
Mais uma armação pra gente se encontrar
[Chorus]
Vem girando o carretel no alto da favela
Colorindo o destino na ponta da flanela
Lá no alto do Havaí o sonho ganha altura
Entre a fibra e o bambu a alma se cura
É o céu dos cariocas no baile do vento
Eternizando agora cada livre momento
[Outro]