ESCOLHI SER FAROL
(Verso 1)
Escolhas...
É curioso pensar
que não existe a opção
de não escolher.
Até quando evito o caminho,
ainda estou decidindo
quem eu vou ser.
Foi assim, dia após dia,
sem perceber,
que um refúgio começou
a nascer em mim.
E eu entendi:
não queria mais negociar
a minha paz.
(Pré-refrão)
Pedra por pedra,
sem atalhos.
Passo por passo,
sem voltar.
Enquanto a vida acontecia,
algo em mim
aprendia a ficar.
(Refrão)
Eu escolhi ser farol.
Firme na rocha,
mesmo quando o mar mudou.
Eu escolhi ser farol.
Luz na tempestade,
quando tudo escureceu.
E se o vento sopra forte,
eu continuo aqui.
Porque o que eu escolhi guardar
permanece dentro de mim.
Eu escolhi ser farol.
(Verso 2)
Não foi de repente.
Não houve um dia
em que tudo mudou.
Foi um processo.
Uma escolha repetida
até se tornar quem eu sou.
E aquilo que construí por dentro
começou a iluminar por fora.
Para quem eu vejo...
e para quem talvez
eu nem saiba que está olhando.
(Pré-refrão)
O mar continua
avançando e recuando.
Mas algumas verdades
eu não negocio mais.
(Refrão)
Eu escolhi ser farol.
Firme na rocha,
mesmo quando o mar mudou.
Eu escolhi ser farol.
Luz na tempestade,
quando tudo escureceu.
E se o vento sopra forte,
eu continuo aqui.
Porque o que eu escolhi guardar
permanece dentro de mim.
Eu escolhi ser farol.
(Ponte)
Dentro de mim existe um lar.
Um lugar seguro.
Onde a tempestade de fora
não leva a paz
que eu decidi proteger.
(Refrão Final)
Eu escolhi ser farol.
Não perfeito.
Não imune.
Mas firme.
E enquanto houver escuridão,
eu continuarei aqui.
Porque algumas escolhas
não terminam.
Elas se tornam
quem somos.
Eu escolhi ser farol...
E sigo sendo.