(Intro – spoken / efeito de sample)
Yeah… olha o sol raiando de novo… (skrrt)
Favela respira… acorda pra luta…
(Verso 1 – flow cortado, batida 808)
O sol desponta atrás do barraco de zinco – yeah
A lua ainda brinca, último brilho, tô ligado
O dia clareia a subida do morro, devagar
Cada esquina guarda um sonho intocado – wow
Menino descalço corre atrás da bola, sem medo
A fé da mãe acende a panela vazia – cê sente?
O pedreiro sobe a ladeira e ainda sorri, ó
“Hoje é dia de luta, amanhã de alegria” – verdade
(Refrão – melódico, com autotune)
É esperança que não se apaga
No fio da luz que a comunidade traça (yeah)
É grito solto, é força na massa
A favela respira, a vida renasce na praça – ah
(Verso 2 – flow mais acelerado)
Beco apertado guarda tanto talento, ó
Violão que chora, rima que inventa no momento
A menina na laje estuda pro mundo, atento
Enquanto o vento leva fumaça lenta – lento
Tem feira, tem roda, tem baile na quebrada (skrrt)
Tem mão estendida mesmo sem ter nada – é a braba
Amanhece outro dia, mais um recomeço
Quem planta esperança colhe até no endereço – falo memo
(Refrão – com ad-libs)
É esperança que não se apaga (não apaga, não)
No fio da luz que a comunidade traça (trilha)
É grito solto, é força na massa (vai)
A favela respira, a vida renasce na praça – yeah
(Ponte – flow rasgado, quase spoken)
Não diga que é pouco esse chão de poeira – cê tá louco?
Aqui germina a força que move a cidade inteira (inteira)
Cada porta que abre, cada voz que não cala
É semente de um futuro que ainda se fala – wow
(Outro – refrão ecoado, batida caindo)
É esperança que não se apaga
Na trilha do trem, na fé que não falha (fé)
Aqui se constrói com o que se tem na bagagem
Favela de pé… coração na viagem…
(Yeah… skrrt… vai)