[Intro]
[Verse]
O sol apaga atrás da serra de mansinho
Deixando o rastro de saudade no curral
Ajeito o freio do cavalo com carinho
Sentindo o cheiro do mato e do laranjal
A porteira range um grito de lembrança
De um tempo bom que o destino me roubou
No meu peito ainda mora a esperança
De ter de volta o beijo que me marcou
[Verse]
A lua nasce prateando a estrada velha
Onde passava a comitiva do amor
A poeira baixa e a solidão se espelha
No brilho triste desse meu pranto de dor
Eu pus a sela na saudade e fui embora
Buscando o rastro do seu passo no chão
Mas o silêncio dessa noite me devora
Fazendo morada dentro do meu coração
[Chorus]
Sou caboclo que padece por querer
Bebendo o mel amargo dessa solidão
Troco a lida e o gado por você
Pra acalmar a febre dessa paixão
A viola chora o que eu não sei falar
Nas cordas de aço mora o meu sofrer
Eu nasci no mato apenas pra te amar
E vivo morrendo por não te ter
[Verse]
O orvalho molha a palha do chapéu
Caindo calado como quem quer me abraçar
Olho as estrelas desenhadas lá no céu
Buscando o caminho pra poder te encontrar
O berrante toca um toque de partida
Mas os meus pés não saem desse lugar
Você é a semente rara da minha vida
Que eu plantei na terra pra te ver brotar
[Pre-Chorus]
O galo canta anunciando a madrugada
O café esquenta mas a alma está fria
Sigo sozinho nessa longa caminhada
Sonhando com a volta da minha alegria
[Chorus]
Sou caboclo que padece por querer
Bebendo o mel amargo dessa solidão
Troco a lida e o gado por você
Pra acalmar a febre dessa paixão
A viola chora o que eu não sei falar
Nas cordas de aço mora o meu sofrer
Eu nasci no mato apenas pra te amar
E vivo morrendo por não te ter
[Chorus]
Sou caboclo que padece por querer
Bebendo o mel amargo dessa solidão
Troco a lida e o gado por você
Pra acalmar a febre dessa paixão
A viola chora o que eu não sei falar
Nas cordas de aço mora o meu sofrer
Eu nasci no mato apenas pra te amar
E vivo morrendo por não te ter
[Outro]