Pai, eu lembro de cada queda,
E de como você levantou.
Você sempre foi como a fênix,
Das cinzas se recriou.
Agora te vejo tão quieto,
E meu peito quer desabar,
Mas sei que dentro do seu peito
Ainda existe um fogo pra queimar.
Se eu não tô aí do seu lado,
Não pensa que eu fui embora, não…
É só que me dói te ver sofrendo,
Mas eu tô com você em cada oração.
Então levanta, meu pai, devagar…
Volta a lutar, porque eu sei que você ama viver.
O mundo ainda te espera sorrindo,
E a mãe, essa guerreira, precisa de você.
A sua caçula tá aqui, te amando, te chamando,
Querendo ver de novo o homem forte
Que nunca deixou de ser.
Já vi você vencer batalhas
Que pareciam impossíveis de atravessar.
E agora, mesmo com o corpo fraco,
Eu sei: sua alma não vai parar.
Te carrego em cada pensamento,
Mesmo de longe eu sou seu chão.
Porque o nosso amor não precisa de presença,
É voz que bate dentro do coração.
Não se entrega à sombra, pai,
Amanhã tem luz pra te encontrar.
E mesmo que o caminho seja lento,
Eu vou te esperar recomeçar.
Levanta, meu pai, devagar…
Volta a lutar, porque eu sei que você ama viver.
O mundo ainda te espera sorrindo,
E a mãe, essa guerreira, precisa de você.
A sua caçula tá aqui, te amando, te chamando,
Querendo ver de novo o homem forte
Que nunca deixou de ser.
[Ponte]
E quando o vento parecer pesado demais,
Lembra que você já voou por tempestades maiores.
A fênix nunca perde sua força,
Ela só descansa antes de renascer.
Então levanta, meu pai, devagar…
Eu acredito em você como sempre acreditei.
A vida ainda tem capítulos lindos
Que só você sabe escrever.
E eu tô aqui, de longe ou de perto,
Te amando desse jeito certo
Que só a caçula sabe oferecer.
Meu pai, meu herói cansado,
Descansa… mas não desiste.
Te espero na próxima manhã,
Quando você renascer outra vez.