Introdução — voz suave, como uma oração]
Esta noite eu tive um sonho, meu Senhor,
Eu caminhava pelo quintal a conversar Contigo.
Entre as árvores, eu derramava a minha dor,
Clamando pelos meus, pedindo que estivesses comigo.
Eu pronunciava cada nome, um por um,
Dos meus irmãos de sangue, eu pedia proteção.
E enquanto as lágrimas caíam pelo chão,
Eu colocava toda a minha família em Tuas mãos.
[Verso 1]
Senhor, Tu viste o choro que ninguém viu,
Ouviste cada nome que minha boca pronunciou.
No silêncio daquela noite, meu coração Te pediu:
Guarda os meus filhos por onde quer que eu vou.
Havia árvores naquele quintal,
E eu não sei o que esse sonho quer dizer.
Mas se aquela árvore me lembra a Tua Palavra,
Quero criar raízes em Ti e nunca esmorecer.
Que a minha casa seja coberta pela graça,
Que a Tua presença nunca venha nos faltar.
E mesmo quando eu não puder estar por perto,
Que os Teus anjos vão com os meus por onde andar.
Pré-refrão — a voz começa a crescer]
Unge, Senhor, as mãos dos meus filhos,
Que elas encontrem o caminho do bem.
Unge os seus pés, guarda os seus passos,
Não deixa o perigo tocar em nenhum deles, amém!
[Refrão — forte, emocionante, com coral]
Passa na frente, Deus da minha família!
Vai onde meus olhos não podem chegar!
Que todo mal que vier contra os meus
Não prevaleça, pois Tu vais guardar!
Unge a boca dos meus filhos, meu Senhor,
Que nenhuma droga encontre lugar!
Que sintam repulsa ao pensar em provar,
Que tenham força para nunca experimentar!
Cobre meus filhos com Tua unção,
Guarda suas vidas, segura suas mãos.
E quando eu não puder abraçá-los aqui,
Abraça Tu por mim, meu Deus, cuida deles por mim!
[Verso 2 — voz maternal e cheia de emoção]
Senhor, eu Te peço pelo meu filho amado,
Pelas escolhas que ele ainda vai fazer.
Que as mãos dele sejam por Ti abençoadas,
Que ele encontre forças para vencer.
Se alguém lhe oferecer caminhos de destruição,
Dá-lhe sabedoria para dizer não.
Que a droga não encontre espaço em sua vida,
Que ele não se encante com essa ilusão.
Consagra a boca, o corpo e a mente,
Que ele tenha coragem para se afastar.
Que sinta repulsa por tudo que o destrói,
E encontre em Ti forças para recomeçar.
E pelos meus outros filhos eu também clamo,
Cada um tem um nome guardado em meu coração.
Onde estiverem, que conheçam Teu cuidado,
Que nunca lhes falte livramento e direção.
[Verso 3 — lembrando o sonho]
Naquele quintal, Senhor, eu Te chamava,
E entre lágrimas, meus irmãos eu apresentava.
Eu falava o nome de cada um deles,
E minha alma, em oração, por eles suplicava.
Havia minhas filhas, havia um bebê,
E eu sentia a necessidade de interceder.
Não sei se foi lembrança, símbolo ou mistério,
Mas sei que o meu amor me fez a Ti recorrer.
Se aquela árvore era um sinal de esperança,
Que eu me lembre de permanecer em Ti.
Como a árvore plantada junto às águas,
Que minha família encontre vida e paz aqui.
[Ponte — clamor intenso, com coral ao fundo]
Põe Teu escudo so