Sob as pedras sagradas, o tempo repousa,
Na Capela escondida, a luz se reanima.
Cavaleiros juraram com alma gloriosa,
Proteger o que é puro, justiça que ilumina.
Ecos de hinos ressoam no altar,
Silêncio e poder em uníssono estão.
A cruz flamejante começa a brilhar,
Chamando os justos à contemplação.
Letra Suprema, palavra ancestral,
Selo dos céus, decreto imortal!
Nos templos de pedra, nos coros além,
Reina a Capela de Jerusalém!
Guardada por anjos de espada em punho,
Ergue-se em espírito, templo nenhum.
A chave é o verbo, a porta é o peito,
Só entra o puro, o digno e perfeito.
Na rosa e na cruz, no ouro e no sal,
Nos signos celestes, o rito é real.
Sete passos, sete sinos, sete estrelas do além,
Conduzem ao centro da Capela de Jerusalém.
Letra Suprema, palavra ancestral,
Selo dos céus, decreto imortal!
Nos templos de pedra, nos coros além,
Reina a Capela de Jerusalém!
Quando a última trombeta soar do além,
Os justos se erguerão no fogo do bem.
Pois onde a luz toca o véu e o além,
Ali habita a Capela dos Cavaleiros de Jerusalém.