[Verso 1]
De segunda a sexta ele vive na paz,
Diz que ama ela, jura que não quer mais
As loucura da rua, fumaça e bebida,
Mas quando chega sexta muda até a vida.
Arruma confusão por qualquer besteira,
Uma palavra errada vira guerra inteira,
Só pra ter desculpa pra sair de casa,
Cair na gandaia até de madrugada.
Bebe todas no bar, fala dela pros parceiros,
Diz que a culpa é dela pelos erros verdadeiros,
Perde o rumo da mente, perde até o respeito,
Mas no fundo sabe bem quem tá cheio de defeito.
[Pré-Refrão]
E quando amanhece o domingo vazio,
Só sobra silêncio e um coração frio…
[Refrão]
Aí chega segunda, bate o arrependimento,
Liga chorando dizendo: “amor, eu não aguento...”
Fala que vai mudar, largar tudo de mão,
Parar de fumar, de beber, mudar o coração.
Mas o tempo passa ligeiro demais,
Chega o fim de semana… e tudo outra vez.
[Verso 2]
Ela já conhece o roteiro decorado,
Promessa bonita e sorriso ensaiado,
“Agora eu mudo”, “agora vai dar certo”,
Mas o sábado chama e ele some por perto.
Ela sofre calada tentando acreditar,
Enquanto ele se perde sem saber se encontrar,
No espelho da vida já não vê direção,
Prisioneiro da noite e da própria ilusão.
Os amigos aplaudem enquanto ele cai,
Mas nenhum deles volta quando a dor vem atrás,
E a nega esperando mais uma ligação,
Entre amor e tristeza dentro do coração.
[Ponte]
Quantas vezes vai quebrar
Pra depois querer juntar?
Quem ama não merece viver assim…
Entre ida e volta sem ter fim.
[Refrão Final]
Chega segunda, bate o arrependimento,
Ele volta dizendo que mudou por dentro,
Que vai largar tudo, tentar renascer,
Mas sexta-feira chega… e ele volta a beber.
E nessa roda viva que nunca tem paz,
Todo fim de semana… começa outra vez. 🎶