Ô, compadre!
Dizem que no começo era tudo sossegado...
Mas bastou aparecer uma pergunta
Pra acabar aquele descanso!
[Primeira parte]
Lá no jardim do paraíso
Tudo era tranquilidade
Adão vivia sem pressa
Sem conhecer a saudade
Eva chegou de mansinho
Com seu jeito de observar
Viu uma árvore diferente
E começou a perguntar
Tinha fruta de toda espécie
Tinha sombra e água fresca
Mas bastou dizer que não
Pra nascer aquela conversa
[Refrão]
Foi a curiosidade, sinhô!
Foi a curiosidade!
Uma pergunta pequenina
Mexeu com a humanidade!
Foi a curiosidade, sinhá!
Foi a curiosidade!
Eva foi atrás da dúvida
Adão também quis provar!
[Segunda parte]
A serpente viu a dúvida
E entrou na conversação
Não inventou a vontade
Só atiçou a questão
Eva pensou, pegou o fruto
E resolveu experimentar
Adão recebeu sua parte
E também quis arriscar
O jardim ficou do mesmo jeito
Nada saiu do lugar
Mas os dois já eram outros
Depois daquele olhar
[Refrão]
Foi a curiosidade, sinhô!
Foi a curiosidade!
Uma pergunta pequenina
Mexeu com a humanidade!
Foi a curiosidade, sinhá!
Foi a curiosidade!
Eva foi atrás da dúvida
Adão também quis provar!
[Partido-alto — solista e coro]
Quem nunca teve uma dúvida?
(Coro: Tem muita coisa pra aprender!)
Quem nunca fez uma escolha?
(Coro: Ainda vai ter que escolher!)
Quem põe a culpa na serpente?
(Coro: Não quer a sua reconhecer!)
E quem pergunta demais?
(Coro: Também precisa responder!)
[Terceira parte]
Hoje eu vejo tanta gente
Procurando explicação
Cada um tem sua árvore
E uma escolha na mão
Tem quem erre e reconheça
Tem quem queira se esconder
Mas ninguém passa pela vida
Sem um dia escolher
[Refrão final — repetir duas vezes]
Foi a curiosidade, sinhô!
Foi a curiosidade!
Uma pergunta pequenina
Mexeu com a humanidade!
Foi a curiosidade, sinhá!
Foi a curiosidade!
Eva foi atrás da dúvida
Adão também quis provar!
[Final falado]
Pois é, compadre...
O paraíso ficou na lembrança...
Mas a curiosidade...
Essa continua por aí!