[Intro]
Quanto mais eu vejo,
menos eu acredito que sei.
Cada resposta abre dez portas,
e eu ainda nem comecei.
[Verso 1]
Eu olhei para o céu e perguntei: “Por quê?”
Disseram: “Aceite.” — eu quis entender.
Abri velhos livros, atravessei gerações,
procurei nos impérios, nas guerras, nas canções.
Economia, ciência, história e poder,
filosofia tentando explicar nosso ser.
Cada página lida me mostrou outra estrada,
e percebi que minha mente ainda não sabia nada.
Não quero saber só para parecer maior,
nem decorar palavras para dizer que sou melhor.
Quero enxergar aquilo que meus olhos não veem,
entender por que caímos — e como ir além.
[Pré-Refrão]
Se existe uma pergunta,
eu vou atrás da resposta.
Se existe uma porta fechada,
minha curiosidade bate à porta.
[Refrão]
Eu tenho fome de saber!
Uma fome que não quer morrer.
Quanto mais aprendo, mais quero encontrar,
quanto mais descubro, mais quero perguntar.
Que venham os livros, os erros, os anos,
os mestres antigos e os novos humanos.
Não quero morrer acreditando que sei —
quero partir sabendo o quanto eu procurei.
[Verso 2]
Quero entender as estrelas e o chão,
o código escondido atrás da criação.
Como nasce uma empresa, como um reino caiu,
por que uma ideia levantou o que uma guerra destruiu.
Quero aprender com quem venceu,
mas também com aquele que perdeu.
Porque às vezes uma derrota esquecida
ensina mais que uma vitória aplaudida.
Pergunto ao passado: “Onde vocês erraram?”
Pergunto aos gigantes: “Como vocês chegaram?”
Pergunto ao futuro: “O que devo aprender?”
E ele responde em silêncio:
“Prepare-se para crescer.”
[Refrão]
Eu tenho fome de saber!
Uma fome que não quer morrer.
Quanto mais aprendo, mais quero encontrar,
quanto mais descubro, mais quero perguntar.
Conhecimento não é uma coroa,
não faz de ninguém uma pessoa melhor.
Mas nas mãos de quem possui caráter,
pode transformar o mundo ao redor.
[Ponte]
Talvez eu nunca leia todos os livros.
Talvez eu nunca encontre todas as respostas.
Talvez uma vida seja pequena demais
para todas as perguntas que carrego nas costas.
Então que seja!
Se tenho apenas uma vida para aprender,
vou fazê-la valer.
Vou estudar até minhas certezas quebrarem,
vou ouvir até meus preconceitos calarem.
Vou duvidar até compreender
que sabedoria também é reconhecer:
“Eu não sei.”
E ainda assim perguntar outra vez.
[Refrão Final]
EU TENHO FOME DE SABER!
Não de títulos para exibir,
mas de olhos capazes de perceber
mundos onde outros não conseguem enxergar.
Que minha mente nunca fique satisfeita,
que minha curiosidade nunca envelheça.
Pois aquele que pensa que sabe de tudo
já fechou a própria cabeça.
Eu quero aprender!
Construir!
Questionar!
Compreender!
E quando uma resposta finalmente chegar...
eu vou sorrir,
virar a página...
e perguntar novamente:
“E o que existe depois?”
[Final]
Quanto mais eu sei,
mais infinito parece o desconhecido.
Talvez essa seja a beleza.
Não conquistar todo o conhecimento...
mas passar uma vida inteira
caminhando em direção a ele