(Violão dedilhado e uma sanfona bem suave ao fundo)
(Apresenta o cenário e a ilusão do homem)
O homem cimenta o solo, levanta o prédio pro céu
Muda o leito do rio, achando que é o troféu
Faz barragem de terra, prende a água no chão
Se acha o dono do mundo na palma da sua mão
(A transição para o problema / a cobrança)
Mas tudo tem validade, o tempo vai demonstrar
A conta da natureza uma hora vai cobrar
O vento forte chega fazendo tudo tremer
Diante desse império, o que a gente vai fazer?
(Sobe o ritmo, a sanfona chora, bem chiclete e forte)
A natureza é soberana, o homem é só um instante
Nossa ilusão de poder cai no primeiro desabamento
Somos só clandestinos passando por aqui
Se a mãe terra se zanga, não tem pra onde fugir!
Se a mãe terra se zanga, não tem pra onde fugir...
(A força física da natureza - os exemplos)
O raio risca o espaço, o céu começa a roncar
O mar avança na areia, engole o que encontrar
Sem água ninguém resiste, sem ar não dá pra viver
A gente pede licença pra conseguir sobreviver
(A filosofia final e correção de concordância)
Não é vingança do mundo, é só o ciclo real
Ela existia antes, no início do temporal
Nós somos só convidados sentados na mesa dela
O homem não manda em nada, quem manda no mundo é ela
(Repete para fixar na mente do público)
A natureza é soberana, o homem é só um instante
Nossa ilusão de poder cai no primeiro desabamento
Somos só clandestinos passando por aqui
Se a mãe terra se zanga, não tem pra onde fugir!
Outro / Encerramento (Ritmo vai desacelerando, foca na voz e violão)
Somos água, somos luz, poeira desse chão...
Paz com a mãe terra, ou o fim da plantação.
Somos só clandestinos...
Aprendendo a respeitar.