*[Verso 1]*
5 horas, o dia nem raiou
Panela no fogo, cafe ja cheirou
Acorda 3 crianca, arruma a mochila
Sapato apertado mas segue sorrindo
Onibus lotado, duas conducao
Conta no vermelho, fe no coracao
No trabalho escuta: "segura essa bronca"
Chega em casa e ainda tem roupa pra torcer
*[Pre-Refrão]*
E ninguem ve
A guerra que ela trava pra nao deixar faltar
Ninguem ve
As lagrimas que engole pra poder consolar
*[Refrão - cantar com mais força]*
E forca de mae, e raiz no chao
E fazer do pouco virar mutirao
E dormir cansada e acordar de pe
Segurando o mundo com a fe na mao
E forca de mae, e favela e amor
E enxugar o choro e virar protetor
Se o mundo pesar, ela ergue tambem
Porque quando e mae, o impossivel vem
*[Verso 2]*
Falam do morro so quando da noticia ruim
Mas esquecem da dona Maria que cuida de 10 sem fim
Esquecem da merenda que ela reparte
Do conselho na porta, da oracao antes de deitar
O barraco e simples, mas e casa cheia
Tem risada alta, tem panela na ceia
Se falta carne, tem feijao com farofa
Se falta grana, sobra colo e palavra
*[Ponte - falar mais calmo]*
Nao e heroina de filme nao
E mulher de carne, osso e ralacao
Cai, levanta, limpa o joelho
E ensina pro filho: "vamos com orgulho"
*[Refrão Final - 2x]*
E forca de mae, e raiz no chao
E fazer do pouco virar mutirao
E dormir cansada e acordar de pe
Segurando o mundo com a fe na mao
E forca de mae, e favela e amor
E enxugar o choro e virar protetor
*[Final - voz suave]*
Mae... o morro te respeita
Porque sem voce, nada se ajeita