[Intro]
[Verse]
O balcão de fórmica guardou aquele instante
O destino servido num copo de Frigel
Você não tinha moedas mas eu tinha o bastante
Pra desenhar no açúcar o nosso primeiro céu
O Recife lá fora assistia o nosso querer
Entre as ladeiras e o cheiro de maré
Sua avó sorriu vendo o amor florescer
Meus pais deram a benção e a força da fé
[Chorus]
Um mês bastou pra gente decidir o destino
Numa fuga mansa de quem sabe onde quer chegar
Sem ouro ou luxo mas com brilho cristalino
Deixamos a brisa de Pernambuco nos guiar
Vinte e nove janeiros num abraço constante
Dois frutos plantados no solo da nossa união
O tempo passou mas o olhar é o mesmo de antes
Batendo no peito o compasso da mesma canção
[Verse]
O cartório era simples pra tamanha promessa
Na cerimônia gratuita que a vida nos deu
Uma amiga estendeu o cetim que vira festa
Num vestido preto onde o sim floresceu
Não houve véu branco nem altar de catedral
Mas havia a verdade queimando na pele
O luto do mundo virou nosso ideal
No traje escuro que o amor interpele
[Chorus]
Um mês bastou pra gente decidir o destino
Numa fuga mansa de quem sabe onde quer chegar
Sem ouro ou luxo mas com brilho cristalino
Deixamos a brisa de Pernambuco nos guiar
Vinte e nove janeiros num abraço constante
Dois frutos plantados no solo da nossa união
O tempo passou mas o olhar é o mesmo de antes
Batendo no peito o compasso da mesma canção
[Outro]