O Fusca Meia-Meia
Verso 1
Três amigos saíram da firma no fim do expediente,
Dois eram de Agudos, o outro de outra cidade à frente.
Num Fusquinha meia-meia, recém-comprado, sem igual,
Ninguém imaginava o tamanho do vendaval.
Verso 2
Chegou na subida, o motor logo morreu,
Empurra daqui, empurra dali, ninguém entendeu.
Na hora do tranco o danado voltou de ré,
Quase levou um dos amigos que corria no pé.
Refrão
Ô Fusquinha meia-meia, cê judiou demais!
Cada curva era um causo, cada metro era um "rapaz!"
Quando a gente acha que acabou a confusão,
Vem outra surpresa pra aumentar a narração.
Verso 3
Pararam debaixo do viaduto pra tentar solucionar,
"É a bateria!", falou um, "eu vou buscar."
Enquanto ele foi voltando pra cidade outra vez,
Um dos amigos não aguentou... a barriga deu de vez.
Verso 4
Nessa hora apareceu um guarda pra averiguar,
Olhou pro Fusca parado e começou a perguntar.
O dono respondeu: "Comprei faz pouco, seu senhor,
Mas já conheço cada defeito desse motor."
Ponte
O guarda andou distraído, quase levou um escorregão,
Por pouco não pisou no "presente" deixado no chão.
Foi bem nessa hora que o amigo voltou sorrindo,
Com a bateria na mão e o problema resolvido.
Refrão Final
Ô Fusquinha meia-meia, você apronta sem igual!
Fez três amigos viverem um causo sensacional.
Hoje quando a turma se encontra pra prosear,
Essa viagem do Fusquinha faz todo mundo gargalhar!