[Intro]
[Verse]
O orvalho beija a fresta da janela
Enquanto o sol desenha o teu contorno
A casa guarda o cheiro da canela
E o mundo lá de fora é tão morno
A paz repousa mansa no lençol
Tua mão procura a minha no vazio
Somos o girassol buscando o sol
O cais que acolhe o curso do meu rio
[Verse]
A xícara de barro verte o grão
A fumaça dança lenta pelo ar
Palavras que não cabem no refrão
Escorrem pelo jeito de olhar
Não preciso de versos decorados
Nem de promessas feitas sobre o altar
Basta o silêncio dos apaixonados
E a certeza de saber te esperar
[Chorus]
É um laço de seda que não aperta
Uma porta que vive sempre aberta
Onde o peito encontra o seu lugar
É a nota que falta na partitura
A doçura que cura toda amargura
A coragem que ensina a navegar
Nesse mar que insiste em nos banhar
[Verse]
O tempo desacelera o seu passo
Pra gente se perder na imensidão
Cada detalhe vive no teu abraço
Na batida que rege o coração
A vida é teia fina e delicada
Bordada com a linha do querer
Tua presença é a luz da alvorada
Que faz o meu jardim florescer
[Pre-Chorus]
Sem alarde a alma se revela
Nessa calma que a gente inventou
Toda estrela parece mais bela
Desde o dia que o amor nos tocou
[Chorus]
É um laço de seda que não aperta
Uma porta que vive sempre aberta
Onde o peito encontra o seu lugar
É a nota que falta na partitura
A doçura que cura toda amargura
A coragem que ensina a navegar
Nesse mar que insiste em nos banhar
[Chorus]
É um laço de seda que não aperta
Uma porta que vive sempre aberta
Onde o peito encontra o seu lugar
É a nota que falta na partitura
A doçura que cura toda amargura
A coragem que ensina a navegar
Nesse mar que insiste em nos banhar
[Outro]