[Intro]
[Verse]
Piso no barro vermelho onde a vida demora
Nesse rincão de palmeira que o tempo namora
Cidade pequena bordada de verde esperança
No coração do Nordeste a lembrança descansa
[Verse]
O cheiro do mato invade a janela aberta
A rotina é mansa a alma desperta
Cada telhado conta uma história antiga
Na sombra da praça a paz vira amiga
[Chorus]
Olho pro alto a torre da igreja clareia
Sobre a ponte o destino se faz correnteia
Vou pro Canecão onde o riso se espalha
Nesse meu chão a saudade é navalha
[Verse]
Caminho devagar sentindo o calor do asfalto
Onde o silêncio grita um pouco mais alto
O povo se saúda pelo nome de batismo
Viver aqui é fugir de qualquer abismo
[Verse]
O comércio fecha quando o calor aperta
A rede balança na varanda deserta
Ouvindo o som do vento nas folhas da mata
A simplicidade é riqueza que não se desata
[Pre-Chorus]
O horizonte começa a mudar de semblante
O céu se prepara num brilho vibrante
A beira da estrada o mundo descansa
A luz que declina devolve a confiança
[Chorus]
Olho pro alto a torre da igreja clareia
Sobre a ponte o destino se faz correnteia
Vou pro Canecão onde o riso se espalha
Nesse meu chão a saudade é navalha
[Chorus]
Vejo da avenida o astro rei se deitar
Arrepio no peito vontade de ficar
Sensação que invade de um jeito profundo
Maranhão é o meu melhor lugar no mundo
[Outro]