[Intro]
[Verse]
Ergo os olhos para o firmamento onde o sol se deita
Sinto a brisa que acaricia o trigo e a colheita
Há um silêncio que preenche o peito e me faz ver
Que a beleza está no sopro raro do amanhecer
Caminhei por trilhas pedregosas sob o mormaço
Encontrei a força que guiava cada passo
[Verse]
Nas pequenas coisas vejo a mão que tudo desenha
No orvalho frio que repousa sobre a lenha
Uma paz antiga que transborda em melodia
Transformando o pranto em fonte clara de alegria
Não imploro ouro nem as glórias do mercado
Pois a alma brilha quando aceito o meu legado
[Chorus]
Minha voz é o laço que aperta o infinito
Um louvor profundo num silêncio tão bonito
Pelo pão na mesa e pela luz que me invade
Canto a glória imensa dessa pura claridade
O destino tece a renda fina do meu dia
Sou apenas grão na vastidão da harmonia
[Verse]
Quando a noite desce com seu manto de veludo
Agradeço ao mestre por me dar sentido a tudo
Pelas cicatrizes que contam a minha história
Pela chama viva que mantém a memória
Cada batimento é um tambor que reconhece
Que a própria vida é uma forma de prece
[Pre-Chorus]
Sinto a pulsação da terra em cada veia minha
Uma rede invisível que o universo alinha
Agradeço ao tempo que ensina a ter paciência
Pelo dom sagrado da suprema existência
[Chorus]
Minha voz é o laço que aperta o infinito
Um louvor profundo num silêncio tão bonito
Pelo pão na mesa e pela luz que me invade
Canto a glória imensa dessa pura claridade
O destino tece a renda fina do meu dia
Sou apenas grão na vastidão da harmonia
[Outro]