[INTRO — SUSSURROS E GUITARRA DISTORCIDA]
(Vento uivando… passos pesados na neve…)
Cronomus (voz grave):
Silêncio…
A floresta conhece o meu nome.
A terra sente os meus passos.
E quem ameaça os meus…
Vai conhecer o peso da minha espada!
Ágatha (rindo de canto):
HAHAHA!
Ô, grandalhão!
Guarda esse discurso pra depois…
Tem caça no oeste!
[GUITARRAS EXPLODEM — BATERIA ENTRA]
[VERSO 1 — CRONOMUS | RAP PESADO]
Eu vim de terras onde o sol não traz calor,
Onde a fome cria monstros e a neve esconde a dor.
Dois metros e trinta, uma muralha a caminhar,
Se o inferno fecha a estrada, eu faço a estrada quebrar!
Não preciso de coroa, nem de um reino pra reinar,
Minha força é minha sentença, meu silêncio, meu olhar.
Tenho o faro de uma fera, olhos presos no perigo,
Mas a mão que ergue uma espada também constrói abrigo.
Carrego marcas de batalhas que ninguém testemunhou,
Vi o fraco ser pisado, vi o justo que tombou.
Mas se existe uma criança sem ter onde se esconder,
Eu enfrento mil demônios antes dela perecer!
E eu pintava as montanhas pra esquecer minha prisão,
Até uma fera de cabelos negros invadir meu coração.
Ela não pediu licença, não tentou me domesticar…
Ágatha!
Foi a primeira que eu quis acompanhar!
[VERSO 2 — ÁGATHA | RAP FEMININO SELVAGEM]
HAHA! Sai da frente que a Valky vai passar!
Tenho um machado nas costas e uma caça pra encontrar!
Pele marcada pelo tempo, cicatrizes de valor,
Eu não fujo de batalha, eu danço em meio à dor!
Não preciso de cavaleiro pra lutar por minha vida,
Já atravessei florestas onde a morte faz morada.
Caço, pesco, armo as redes, faço o meu próprio jantar,
Se três homens vêm pra cima… boto os três pra descansar!
Bota carne nessa mesa, traz cerveja, traz o pão!
Se quiser medir tua força, vem testar tua mão!
Eu já vi muito valentão perder toda a valentia,
Mas esse brutamontes? Esse me intriga todo dia!
Ele fala pouco, é verdade, parece um urso ancestral,
Mas ajuda quem precisa sem fazer pose de imortal.
E quando a noite cai e o vento tenta me vencer…
Eu finjo que não percebo…
Mas gosto de adormecer perto dele, pode crer!
[PRÉ-REFRÃO — DUETO]
Cronomus:
Eu não conhecia abrigo…
Ágatha:
Eu não precisava de ninguém!
Cronomus:
Mas encontrei paz no teu perigo…
Ágatha:
E um coração debaixo desse tamanho, também!
Ambos:
Se o mundo inteiro se levantar contra nós,
Que venha a tempestade! Nós não estamos sós!
[REFRÃO — GEEK ROCK ÉPICO] 🔥
Ambos:
SOMOS FERA! SOMOS FÚRIA!
DOIS DESTINOS CONTRA A ESCURIDÃO!
ELE É A MURALHA, ELA É A LÂMINA!
DOIS GUERREIROS, UM SÓ CORAÇÃO!
QUEIMEM OS CÉUS! ESTREMEÇA A TERRA!
NÃO HÁ CORRENTE QUE PRENDA QUEM É LIVRE!
CRONOMUS! ÁGATHA!
SE O MUNDO É UMA GUERRA…
NOSSA HISTÓRIA É O QUE SOBREVIVE!
(Guitarras dobradas, bateria acelerada e coro gritando os nomes dos dois.)
[VERSO 3 — CRONOMUS | RAP METAL]
Eu vi o teu machado cortar o medo em dois,
E a tua gargalhada anunciar: “Ainda não foi!”
Vi desafiar gigantes sem baixar o teu olhar,
E depois dividir teu alimento com quem não tinha