[Verso 1]
Você bateu a porta
Eu fiquei no corredor
Com a mão tremendo
E o peito sem favor
Na mesa, dois cafés
Um frio, outro inteiro
Teu brilho e teu veneno
No mesmo travesseiro
Eu disse “não vai embora”
Você disse “já fui”
Mas ficou no meu cabelo
No sal que eu não fui
A rua parecia antiga
O relógio, um castigo
E eu tentando ser forte
Com você dentro do vidro
[Pré-Refrão]
Tanta coisa mal dita
Virou nó na garganta
Seu olho me cortava
Meu silêncio te levava
A gente ama torto
Mas ama de verdade
No meio da briga
Ainda sobra metade
[Refrão]
Êxtase, êxtase
Quando eu te vejo voltar
Êxtase, êxtase
Mesmo sem saber falar
Êxtase, êxtase
No meio do temporal
Êxtase, êxtase
Teu caos me faz tão real
[Verso 2]
No dia seguinte, cedo
Você deixou um bilhete
“Não some de mim
Mesmo quando tudo fere”
Tinha marca de batom
No copo da cozinha
E uma calma estranha
No fim da nossa linha
Eu lembrei dos domingos
Do mercado e do pão
Do teu riso no chuveiro
Da tua mão na minha mão
A cidade ia correndo
Mas eu fui devagar
Porque amor que é de verdade
Também sabe tropeçar
[Pré-Refrão]
Tanta coisa mal dita
Virou nó na garganta
Seu olho me cortava
Meu silêncio te levava
A gente ama torto
Mas ama de verdade
No meio da briga
Ainda sobra metade
[Refrão]
Êxtase, êxtase
Quando eu te vejo voltar
Êxtase, êxtase
Mesmo sem saber falar
Êxtase, êxtase
No meio do temporal
Êxtase, êxtase
Teu caos me faz tão real
[Ponte]
Se eu grito, é medo
Se você some, eu desabo
Se a casa vira guerra
Eu ainda volto ao abraço
Não quero perfeição
Quero a nossa cicatriz
Dois corações partidos
Batendo porque é feliz
[Refrão]
Êxtase, êxtase
Quando eu te vejo voltar
Êxtase, êxtase
Mesmo sem saber falar
Êxtase, êxtase
No meio do temporal
Êxtase, êxtase
Teu caos me faz tão real