(Instrumental sombrio, denso e majestoso. Começa com o eco de passos lentos, o soar de um gongo fúnebre e violoncelos profundos, evoluindo para uma orquestra gótica com coros gregos sussurrados e tambores pesados que marcam o ritmo como batidas de um coração)
(Verso 1)
Além dos portões onde a vida se apaga,
Onde o rio Estige em silêncio deságua.
No trono de ébano, cercado de sombras,
Assenta-se o rei que as almas assombra.
Não há vaidade, não há ilusão,
O frio da terra é a sua canção.
Herdeiro do escuro, juiz do final,
A força oculta de um reino imortal.
(Refrão)
Curvem-se as sombras ao soberano!
Dono do ouro e do fim do plano!
Cérbero ruge guardando o portal,
Clame por Hades, o rei do final!
No chão profundo de onde ninguém volta atrás,
O mestre do abismo governa em paz!
(Verso 2)
Ele não busca a guerra, ele apenas espera,
Pois sabe que o tempo consome a era.
O rei mais rico que o mundo já viu,
Cujo poder nenhum homem mediu.
Guardião das riquezas que a terra escondeu,
O veredito final por direito é seu.
Invisível aos olhos, severo e real,
A justiça das sombras é universal.
(Refrão)
Curvem-se as sombras ao soberano!
Dono do ouro e do fim do plano!
Cérbero ruge guardando o portal,
Clame por Hades, o rei do final!
No chão profundo de onde ninguém volta atrás,
O mestre do abismo governa em paz!
(Ponte)
Enquanto no Olimpo o raio reluz,
E nas grandes águas o mar se traduz,
No silêncio eterno se molda o destino,
Onde o império do oculto é divino.
Nenhum herói, nenhum rei ou mortal,
Escapa do toque do seu tribunal.
(Solo de Orquestra Sombria e Metais Pesados)
(Refrão Final)
Curvem-se as sombras ao soberano!
Dono do ouro e do fim do plano!
Cérbero ruge guardando o portal,
Grite por Hades, o rei do final!
O império eterno que o tempo criou,
A voz do submundo que nunca calou!
(Outro)
As almas sussurram...
O portão se fecha...
A terra aceita o silêncio.
Hades... o fim de todas as coisas.
(Fim com uma nota de violoncelo prolongada e soturna que desaparece na escuridão)