[Verse 1]
Longe de Tóquio, ele veio ao chão
Numa terra de inverno e oração
Nem berço, nem ouro, nem nome pra dar
Só um choro pequeno querendo ficar
Seus pais o enrolaram em cobertas de lã
E deixaram na porta do templo, de manhã
Onde os monges ouviam o vento passar
Na seita das sombras, pra ele encontrar
[Pre-Chorus]
E a pedra guardou seu primeiro suspiro
O sino chamou seu destino perdido
Na mão dos monges, virou sobrevivente
Menino de sombra, olhar diferente
[Chorus]
Hayabusa, corre, Hayabusa
Filho da noite, marca da lua
Hayabusa, sobe, Hayabusa
Nascido na sombra, ninguém te segura
(Hayabusa)
(Hayabusa)
[Verse 2]
Cresceu entre velas, madeira e papel
Aprendeu no silêncio o peso do céu
Via as figuras dançando na parede
Como se a vida falasse em segredo pra ele
Os monges diziam: "ouve sem medo"
"Quem nasce na sombra carrega o enredo"
E ele, com passos de quem sabe esperar
Foi virando aço por dentro do ar
[Pre-Chorus]
E cada ferida virou disciplina
Cada madrugada, uma nova sina
Quando o mundo fechava a porta na frente
Ele abria caminho, calado, consciente
[Chorus]
Hayabusa, corre, Hayabusa
Filho da noite, marca da lua
Hayabusa, sobe, Hayabusa
Nascido na sombra, ninguém te segura
(Hayabusa)
(Hayabusa)
[Bridge]
Foi longe do centro, mas perto do chão
Conheceu a fome, a culpa e a missão
Seus pais eram névoa na borda da memória
Mas o templo guardava a metade da história
E ele seguiu, sem pedir permissão
Com a testa erguida, com fogo na mão
Se a vida era um muro, ele não recuou
Foi sombra que anda, foi vento que voltou
[Chorus]
Hayabusa, corre, Hayabusa
Filho da noite, marca da lua
Hayabusa, sobe, Hayabusa
Nascido na sombra, ninguém te segura
(Hayabusa)
(Hayabusa)
[Outro]
Longe de Tóquio, ele aprendeu a vencer
Na porta do templo, alguém foi nascer
Hayabusa, nome de atravessar
Um menino deixado pra nunca parar