[Verso 1]
No ventre da minha mãe,
Mora a força de um povo,
Uma história que não morre,
Renascendo sempre de novo.
No toque do tambor,
Na roda, no canto e na dança,
Minha ancestralidade
É raiz que nunca se cansa.
[Pré-refrão]
E quando uma mulher se levanta,
Toda uma história vem caminhar,
Ela traz no corpo a memória,
Que ninguém pode apagar.
[Refrão]
Sou filha de mulheres guerreiras,
Sou semente, sou raiz,
Carrego a força das primeiras,
Que sonharam um povo feliz.
Na minha voz, a ancestralidade,
Nas minhas mãos, a tradição,
Mulher negra, guardiã da memória,
Cultura viva no coração.
[Verso 2]
Na panela, o saber antigo,
No pilão, o grão se desfaz,
No trançar dos cabelos, histórias,
No terreiro, a força e a paz.
O tecido, a dança, o canto,
O cheiro da terra e do chão,
São heranças que atravessam tempos,
São marcas de nossa missão.
[Pré-refrão]
Minha avó ensinou minha mãe,
Minha mãe ensinou a mim,
E o que veio de tão longe
Hoje floresce aqui.
[Refrão]
Sou filha de mulheres guerreiras,
Sou semente, sou raiz,
Carrego a força das primeiras,
Que sonharam um povo feliz.
Na minha voz, a ancestralidade,
Nas minhas mãos, a tradição,
Mulher negra, guardiã da memória,
Cultura viva no coração.
[Ponte – crescente]
Não deixaremos o tempo apagar
Aquilo que nos fez chegar até aqui.
Nossa história vai continuar,
Nossa cultura vai resistir!
É no canto da mulher,
É na força de suas mãos,
Que a memória se mantém viva,
De geração em geração.
[Final – com coro]
Axé para quem veio antes,
Axé para quem está aqui,
Axé para as nossas mulheres,
Que nos ensinam a resistir.
Somos raiz!
Somos memória!
Somos cultura!
Somos história!
Mulher negra, levanta a voz!
Nossa ancestralidade vive em nós!