HERDEIROS DA ESPERANÇA
[Intro — voz baixa, instrumental sombrio]
Estão dando valor ao ouro,
Se esquecendo de onde ele veio...
Na ânsia cega da ganância,
Esqueceram que tudo aqui é passageiro!
[Verso 1 — entrada do beat]
Estão buscando o ouro, se esquecendo da origem,
Vendendo a própria paz por aquilo que os exige.
A terra que esconde o ouro foi criada pelo Senhor,
E o homem que hoje cava também foi feito pelo Criador!
Viemos do pó, isso não dá pra negar,
E pro pó desta terra um dia vamos voltar.
Pode cuidar da carne, pode encher sua conta,
Mas é da sua própria alma que você vai prestar conta!
O tempo é velocista, cada corrida é sinistra,
Às vezes traz oportunidades, noutras muda a nossa vida.
Enquanto uns fazem planos, outros perdem a esperança,
E o relógio não espera nem a dor de uma criança.
[Verso 2 — instrumental mais profundo]
Estou vendo o tempo chorando, chorando de soluçar,
Vendo mais uma geração sem querer nem tentar.
Ele passa sussurrando, avisando e lamentando,
Mas, diferente de nós, continua caminhando.
O tempo segue em frente, não espera por ninguém,
Leva sonhos, leva histórias, leva o que a vida tem.
E nós presos na corrida, procurando explicação,
Esquecemos que o mais caro não se compra com cifrão!
[Refrão — voz marcante, com coral gospel ao fundo]
Herdeiros da esperança, não podemos esquecer,
Que existe um Deus acima de tudo o que se vê!
Acima do tempo, da vida e do poder,
O que adianta ter o mundo e a própria alma perder?
Herdeiros da promessa, ainda dá tempo de mudar,
Se o mundo fecha as portas, Deus ainda pode chamar.
Não deixe a ganância sua história escrever,
Porque o ouro fica na terra, mas a alma vai responder!
[Verso 3 — flow crescente, perguntas e respostas]
Quem foi que criou este mundo, meu irmão?
Quem firmou as águas, quem sustenta a criação?
Quem está acima de tudo, acima do próprio tempo?
Se a vida não tem sentido, explica o sofrimento!
Se Deus não existe, então me explica a razão,
De onde vem essa busca que inquieta o coração?
Quem somos nós nesta imensa criação?
Somos apenas passageiros ou existe algo além do chão?
Eu não quero uma cadeira numa mesa de terror,
Onde o sangue vale menos que o dinheiro e o poder.
Não quero ser mais um que se acostumou com a dor,
Nem perder minha consciência só pra ter o que comer!
[Verso 4 — crítica social]
Herdeiros de uma história que se banha em sangue,
Enquanto um povo sofre, tem quem lucre com sua fome.
São feridas que atravessam gerações e gerações,
E quem paga essa conta são os mesmos corações.
Mas também somos herdeiros de uma chama que não cansa,
Ainda existe uma aliança, ainda existe esperança!
A gente se embaraça nas armadilhas do tempo,
Mas enquanto existe vida, ainda existe um recomeço!
[Ponte — beat reduzido, voz firme]
O ego é seu, mas será que a culpa é de Deus?
Olhe para os caminhos, veja os passos que escolheu.
Você pediu liberdade, quis decidir por si,
Mas quando vêm as consequências, pergunta: "Deus, por que permiti?"
Ter liberdade não signifi