(Verso 1)
O campo não é só espiga, é destino
Na dor de Moabe, o plano era um desatino
Mas o luto não é o fim da caminhada
Quando a gente decide, mesmo sem ver nada
"Onde tu fores, eu irei", disse ela ao vento
Um laço que rompe o tempo e o sofrimento.
(Refrão)
E quem diria que a estrangeira, a viúva sem chão
Teria nas mãos a medida da restauração?
Não foi sorte, foi a mão invisível de Deus
Tecendo um trono no meio dos planos seus
Rute, a semente que o mundo não viu florescer
Mas que na lealdade, aprendeu a sobreviver.
(Verso 2)
Ela não buscou holofotes, apenas o dever
Catando os restos, sem nada a perder
E a filosofia do Reino é um mistério sutil:
Quem se curva em servidão, é quem o céu construiu
Boaz, o resgatador, foi só o detalhe final
De um amor que já era eterno, imortal.
(Ponte)
A vida é feita de perdas que viram raiz
Quem deixa o conforto pra ser verdadeiramente feliz
Onde você está plantando sua fidelidade hoje?
A história não termina no que a dor te trouxe.
(Final)
De estrangeira a linhagem de um Rei
Rute nos ensina a fé que eu busco e amei.
O invisível conduz, o fiel prossegue,
E a história de Deus, a gente segue.
O que mais te chama a atenção na história dela? A coragem de deixar tudo para trás ou a fidelidade que ela manteve mesmo no momento mais difícil?