Dizem que o homem não teme o desconhecido, Mas esse homem, É o desconhecido que teme ele.
Quando ele chega, o inferno fecha as portas.
Quando ele olha, até a Morte desvia o olhar.
Homem brabo demais
Até o sobrenatural teme.
O exorcista tirou ele do corpo do diabo,
O capeta bate na porta antes de entrar.
Quando ele chega no inferno, o diabo pergunta:
“Tá tudo bem? Posso te acompanhar?”
Quando ele quer mel, mastiga a abelha,
Apaga a luz e corre atrás do capeta.
Canta às quatro da manhã no lugar do galo,
E até o sol nasce quando ele dá o estalo.
Esse amassa o pão e come o diabo
Quando entra numa casa mal-assombrada,
Os fantasmas acendem a luz primeiro.
Ele não tem medo de demônio,
Demônio teme encontrar ele.
Quando vê uma assombração,
Ela atravessa a rua pra não bater de frente.
A Morte já tentou levar ele embora,
Devolveu e pediu desculpas na saída.
O Ceifador marcou encontro com esse homem,
Mas faltou porque valorizava a própria vida.
HOMEM BRABO DEMAIS!
Que até o sobrenatural teme!
O céu pede licença pra chover,
O inferno pede autorização pra queimar.
A Morte pede horário pra buscar,
E o diabo pede licença pra existir!
HOMEM BRABO DEMAIS!
Nem o além quer enfrentar!
O céu não sabe se recebe esse homem
Ou se oferece um emprego pra ele.
O diabo não faz pacto com esse homem,
Faz contrato de trabalho.
Quando ele apaga a luz,
É a própria escuridão que dá um passo pro lado.
Ele entra na floresta e os espíritos ficam quietos,
A lua cheia aparece só quando ele deixa.
Vampiro não morde, pede doação de sangue.
Sente o cheiro dele e vira vegetariano.
Bruxa joga maldição e ela volta dizendo:
“Posso pegar uma carona, mano?”
HOMEM BRABO DEMAIS!
O ritual não protege ele,
Protege os outros dele!
O pentagrama muda de posição
Quando ele pisa no chão!
Ele atravessa um portal dimensional,
O outro universo pede documento na entrada!
Ele não procura confusão...
A confusão procura ele.
Ele não quebra regras...
As regras se quebram pra não contrariar ele.
Ele não perde a paciência...
A paciência perde ele.
Quando ele olha pro perigo...
O perigo procura outro emprego.
O azar encontrou ele uma vez...
Hoje o azar usa trevo de quatro folhas.
Ele já encarou o fim do mundo...
E o mundo pediu mais cinco minutos.
O destino tentou mudar o futuro dele...
Agora o destino trabalha pra ele.
Quando ele acende uma vela,
O próprio fogo pede licença.
Ele já foi expulso do inferno por:
“PERTURBAÇÃO DA PAZ.”
HOMEM BRABO DEMAIS!
Que até o sobrenatural teme!
O céu pede permissão pra chover!
O inferno pede autorização pra queimar!
A Morte pede horário pra buscar!
O diabo pede licença pra existir!
Fantasma se esconde!
Demônio se ajoelha!
Vampiro recua!
Lobisomem se cala!
E o próprio inferno fecha a porta!
O céu:
“Posso chover?”
O inferno:
“Posso queimar?”
A Morte:
“Que horas posso te buscar?”
O diabo:
“Posso existir?”
HOMEM BRABO DEMAIS!
Que até o sobrenatural teme!
HOMEM BRABO DEMAIS!
Que até o sobrenatural teme!
HOMEM BRABO DEMAIS!
Que até o sobrenatural teme!