No fim do ano eu no balcão da adega na rotina trabalhando, você apareceu todo despojado Rindo à toa, com um copo Stanley na mão tomando gin com energético e eu sozinhana solidão, você não esperava mas se encantou por mim e eu fechada pro mundo. Jurando que era só o fim, mas fomos conversando mensagem todo dia sem pressa sem promessa, só aquela teimosia, até que um dia eu deixei a ansiedade da gente se ver barzinho cerveja e uma musica e o tempo pra correr conversa fora noite dentro a rua virou canção e no meio do riso a vida soltou a revelação, fazemos aniversário no mesmo dia 7 de maio que alegria. Que sinal que raio o beijo se encaixou o abraço se aconchegou, e o amor na cama, nem se fala faltou ar e sobrou amor Você é farra João e eu não, você é um hotel e eu sou um lar a gente briga discute até doer mas a saudade de não te ter dói mais que brigar você é desconfiado tem cisma de tudo mesmo assim eu te escolho no meio do mundo não te trocaria por nada, eu sei bem quem você é entre o meu jeito e o seu a gente ainda ta de pé os dias vão passando e a gente se entendendo no susto no carinho No medo se conhecendo, você some na farra e eu sou de ficar mas quando você volta é meu nome que você quer chamar e eu fingio firmiza, mas meu corpo entrega só de lembrar. Falta ar e a memória me cega porque tem coisa que grita mesmo quando a boca cala, o amor desse tamanho não cabe em uma mala se a dúvida te cerca eu viro luz no corredor se eu fecho a porta. Você insiste com meu calor não somos iguais e é aí que a gente aprende que amar também é paz e às vezes é incêndio