[INTRO — piano melancólico / voz baixa]
Você me chamou de fria… Mas nunca viu suas próprias feridas… Eu tentei… Você só sabia destruir…
[VERSO 1]
Cê dizia que me amava mais que tudo, Mas me deixava sozinha no escuro, Toda briga virava tempestade, E eu virando vilã da sua saudade.
Você queria que eu fosse abrigo, Enquanto incendiava tudo comigo, Me chamando de volta toda madrugada, Mas amor não vive só de recaída.
[PRÉ-REFRÃO]
Eu também chorei no chão do quarto, Também me senti um pedaço quebrado, Mas diferente de você… Eu aprendi a me salvar.
[REFRÃO]
Então para de dizer Que eu destruí você, Porque cê nunca percebeu Que tava se destruindo também.
Eu não fui cruel, Só cansei de sangrar, Você me chamou de idiota… Mas idiota fui eu por ficar.
[PÓS-REFRÃO]
Oh-oh… Você queria amor eterno, Mas tratava tudo como inferno…
Oh-oh… Agora fala pros amigos Que fui eu quem desistiu…
[VERSO 2]
Toda vez que eu tentava ir embora, Você transformava culpa em algema, E eu presa nas suas promessas, Vivendo dentro do mesmo problema.
Você amava a minha presença, Mas nunca cuidou da minha ausência, Quer verdade? Eu sumi porque tava morrendo aos poucos.
[PRÉ-REFRÃO]
Você me fez sentir pequena, Mesmo dizendo que era poema, Mas amor de verdade Não deixa cicatriz aberta.
[REFRÃO FINAL]
Então para de dizer Que eu abandonei você, Porque amar sozinho Também é se perder.
Hoje eu vejo o que sobrou, Cinzas dentro da nossa história, Você canta sua dor… E eu sobrevivi à memória.
[OUTRO — instrumental triste]
Talvez… Nós dois fomos idiotas… Só de formas diferentes…
Eu também chorei no chão do quarto, Também me senti um pedaço quebrado, Mas diferente de você… Eu aprendi a me salvar.
Então para de dizer Que eu destruí você, Porque cê nunca percebeu Que tava se destruindo também.
Eu não fui cruel, Só cansei de sangrar, Você me chamou de idiota… Mas idiota fui eu por ficar.
Oh-oh… Você queria amor eterno, Mas tratava tudo como inferno…
Oh-oh… Agora fala pros amigos Que fui eu quem desistiu…
Então para de dizer Que eu abandonei você, Porque amar sozinho Também é se perder.
Hoje eu vejo o que sobrou, Cinzas dentro da nossa história, Você canta sua dor… E eu sobrevivi à memória.