O sol bateu na janela,
Mas eu nem quis levantar.
Tua boca acendeu meu corpo,
Fez a madrugada pegar!
Lençol perdido no chão,
Coração fora do lugar.
Dois malucos sem juízo,
Sem vontade de parar!
Teu cabelo molhado de suor,
Minha pele pedindo calor.
Dois ofegantes na cama,
Incendiados de amor!
E se o mundo acabar agora,
Que acabe sem avisar!
Tenho o céu entre teus braços
E o jubileu pra esquentar!
Pega fogo! Deixa queimar!
Nosso amor não nasceu pra esfriar!
Corpo suado, coração disparado,
Dois terremotos no mesmo embalo!
Pega fogo! Deixa arder!
Hoje o pecado é não ter prazer!
Se o paraíso quiser me chamar,
Diga ao santo que espere,
Que eu ainda quero amar!
O relógio perdeu os ponteiros,
A razão foi tomar um café.
Minha paixão tirou a roupa do medo,
E o desejo fez o que quis e até!
Tua pele encontrou minha pele,
Fez faísca no escuro do quarto.
Se amar é perder o juízo,
Eu já nasci desse lado!
Dizem que o amor é divino,
Que o desejo é tentação.
Mas quem foi que inventou o pecado
Nunca ouviu dois corações!
Se Deus inventou o fogo,
Não foi só pra iluminar!
Eu não quero apagar esse incêndio,
Quero lenha pra continuar!
Pega fogo! Deixa queimar!
Nosso amor não nasceu pra esfriar!
Corpo suado, coração disparado,
Dois terremotos no mesmo embalo!
Pega fogo! Deixa arder!
Hoje o pecado é não ter prazer!
Se o paraíso quiser me chamar,
Diga ao santo que espere,
Que eu ainda quero amar!
Lá fora o dia clareava,
Aqui dentro era explosão!
Dois corpos, uma loucura,
Um incêndio de paixão!
E se amanhã virar cinza,
Hoje eu quero combustão!
Pega fogo!
Pega fogo!
Pega fogo, meu amor!
Que o mundo espere lá fora,
Que eu não vou me levantar!
E se alguém perguntar se foi pecado...
Foi nada, meu bem!
Foi só o amor
Botando fogo
No que ainda restava de juízo!