(Verso 1)
Saudades de quando o almoço era de graça
E a maior preocupação era brincar na praça
Sem boleto vencendo, sem conta pra pagar
Eu achava que a vida era só comemorar
Meus pais davam o sangue pra não faltar o conforto
Hoje eu corro atrás e já acordo meio morto
(Verso 2)
Aí vem a rotina, a primeira namorada
Coração se entrega e quebra do lado errado
Teve gente que desistiu e mudou de destino
Foi morar nos braços de um amor clandestino
A vida bate forte, não quer saber se é amador
Eu era uma formiga enfrentando o caçador
[REFRÃO CHICLETE - OPÇÃO 1]
Alô, infância, devolve a minha paz!
Que esse negócio de ser grande não dá mais!
Meu estômago tá cheio, mas a alma tá vazia
Troco dez boletos pagos por um dia de alegria!
(Público responde: ÔÔÔ, devolve a minha paz!)
(Verso 3)
Perdido no deserto, pisando nessa poeira
Esqueci que eu vim das estrelas, dessa vida passageira
O mundo é complicado, mas a rota eu vou achar
Eu tenho luz própria e de novo vou brilhar
O ciclo se encerra pra história continuar
A nossa experiência é o que vai nos salvar
Um dia, lá no topo, todo mundo vai se encontrar!