[Verse 1]
Lá no sertão do Ceará
dois irmãos sem dar passo atrás
Mão suja de graxa no chão batido
aprendendo cedo a consertar o que cai
O mais velho falou: "vamo embora"
com o sol queimando o alpendre
Na mala, uma chave e dois sonhos
no peito, a coragem da gente
[Chorus]
Dois irmãos, fé de aço
na oficina e no abraço
Calaram o preconceito
com trabalho e com respeito (vai!)
Dois irmãos, mão na massa
a dor passa, a conta passa
Hoje o nome deles brilha
feito sol na oficina
[Verse 2]
No Rio de Janeiro, porta fechando
olhar torto, riso de ocasião
"Cabra do mato não entende motor"
foi o que cuspiu um patrão
Mas o velho motor falou mais alto
que a língua fria de quem quer ferir
Cada aperto, cada peça encaixada
era um jeito novo de existir
[Chorus]
Dois irmãos, fé de aço
na oficina e no abraço
Calaram o preconceito
com trabalho e com respeito (ôô)
Dois irmãos, mão na massa
a dor passa, a conta passa
Hoje o nome deles brilha
feito sol na oficina
[Bridge]
Quando o povo via a bancada limpa
e o serviço saindo perfeito
Ninguém lembrava do riso torto
só do aperto firme no peito
A cidade aprendeu devagar
que o valor não vem do endereço
Veio do sertão dentro deles
veio do suor e do mesmo verso (meu irmão)
[Chorus]
Dois irmãos, fé de aço
na oficina e no abraço
Calaram o preconceito
com trabalho e com respeito (vai!)
Dois irmãos, mão na massa
a dor passa, a conta passa
Hoje o nome deles brilha
feito sol na oficina